Campeonato Brasileiro

Rafinha é apresentado no Flamengo e diz ‘Vim para ganhar títulos’

Lateral assinou com o rubro-negro por duas temporadas

Por Marcos Coelho

Foto: Reprodução Fla TV

Rafinha foi apresentado na tarde desta terça-feira, no Ninho do Urubu, junto de Marcos Braz, Bruno Spindel, e Paulo Pelaipe. Lateral assinou com o Flamengo por duas temporadas e chega com vontade de vencer e ganhar títulos com o rubro-negro. Recepcionado com festa no aeroporto e pagode, Rafinha partiu para o CT, fez exames, e já treinou nesta terça-feira.

O ex-lateral direito do Bayern de Munique foi anunciado oficialmente à imprensa na tarde desta terça-feira, no Ninho do Urubu. Após passar quatorze anos na Europa, o atleta vinha negociando com o Flamengo desde o início do ano. A negociação foi concretizada apenas em maio deste ano. Rafinha desembarcou na tarde desta segunda-feira, no aeroporto Santos Dumont e já sentiu o calor da torcida. Com diversos títulos pelo Bayern de Munique, Rafinha também passou pelo Schalke 04, na Alemanha, e o Genoa, na Itália. Ao todo, foram 489 partidas, 402 como titular e 19 gols. Pelo Bayern, o lateral coleciona 18 títulos, sendo sete Bundesligas e uma Champions League.

Confira os trechos da entrevista coletiva de Rafinha.

O que fez aceitar a proposta

“Tive várias propostas para ficar no futebol europeu, mas o ciclo tinha chegado ao fim e estava em busca de um novo desafio. Um clube como a grandeza do Flamengo me fez aceitar esse desafio. Esse foi um fator determinante para aceitar”

“Eu escolhi o Flamengo. Cheguei a um momento da carreira que puder fazer isso. É um clube grandíssimo, uma nação. E é o desafio que eu quero encarar”

Preparado para a pressão da torcida?

“Já estou acostumado. Joguei oito anos no Bayern, cinco no Schalke, que são grandíssimos e a cobrança é diária. Você é campeão hoje e já tem que se preparar para próxima. Aqui, a cobrança é grande e tem que ser. Já não sou mais menino e estou preparado”

O que achou da recepção da torcida?

“Foi muito legal a recepção, fiquei muito feliz, na Europa não tem tanto esse carinho. Até umas senhoras se arriscando naquele empurra empurra, tentando passar uma palavra de apoio. A torcida do Flamengo é uma coisa única, não vejo a hora de chegar no Maracanã”

Estréia

“Quanto a estreia, ainda há tempo. Vou me preparar dia a dia, ficar bem fisicamente e vamos ver isso aí para ficar à disposição do treinador”

Qualidade do elenco

“Fui muito bem recebido pelos jogadores, alguns eu já tinha jogado contra, outros conhecia da Seleção. O Jorge Jesus conhecia da Europa, onde é muito respeitado. Quando se tem grandes jogadores, a vontade de participar é grande. O Flamengo tem grandes jogadores, com muita qualidade. Chego para trazer mais coisa boa, experiência do futebol europeu e mostrar coisas novas do que vivi. Essa troca é válida e só faz bem.”

Como está o Rafinha?

“Estou no melhor momento da minha carreira, poderia ter ficado no futebol europeu e preferi vir para o Brasil, um dos maiores clubes do mundo. Essa volta é válida. Fiquei impressionado com a estrutura que vi aqui. Não fica atrás de nenhum europeu.”

Como foi a negociação?

“Já são quase dois anos que o Lincoln (empresário) me enche o saco para voltar para o Brasil. Aí, no ano novo, o Marcos Braz (VP de futebol) abriu mão da família e marcou uma reunião comigo. Ele teve papel fundamental nessa minha vinda ao Flamengo. Eu falei que queria vir para o Flamengo, que queria voltar, mas teria que ter paciência para o meio do ano. Eu mesmo também fiquei ansioso, queria dar uma resposta, mas sair pela porta da frente do Bayern de Munique. Essa paciência foi muito importante.”

Como foi trabalhar com Guardiola?

“O Pep foi um cara que mudou muita coisa no futebol. Lembro que ele chegou no Bayern depois da gente ganhar a tríplice coroa e uma semana depois disse que não sabíamos nada. E tinha razão. Ele me colocou para jogar, colocou o Lahm no meio de campo e ganhamos muitas coisas. Uma pena não termos conseguido conquistar uma Champions com ele.”

Bate papo com Trauco sobre a camisa

“A respeito da camisa, eu liguei para ele, falei do tempo que uso o 13, que é eu tenho muita identificação. Deixei que ele ficasse à vontade, ele liberou e quero agradecer. Não é qualquer um que está no clube já há um tempo e permite. Agora, vamos trabalhar.”

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