O primeiro programa Patrulha da Cidade
foi ao ar no dia 02 de janeiro de 1960. O jornalista Afonso Soares, que criou o
programa policial humorístico, era quem lia as notícias policiais em tópicos curtos,
sucintos e cheio de gírias de policiais e bandidos. No início, Afonso teve que lutar
com a direção da rádio por causa dos termos ousados e avançadíssimos para a época,
mas conseguiu manter o programa no ar.
Depoimentos de Afonso Soares
O segundo apresentador da Patrulha surgiu quando Afonso Soares foi numa barbearia na cidade de São Fidélis, e conheceu um
barbeiro super divertido e bem falante: o Samuca. Samuca foi o apresentador mais famoso do rádio policial .Afonso Soares redigia
e apresentava juntamente com o Samuel Correa o programa que tomou conta da cidade. Com o crescimento do programa, Afonso Soares
decidiu colocar reportagens ao vivo. Foi aí que o grande repórter policial Nelio Bilate que mandava, e continua mandando até
hoje, na lata entrevistas de dentro das celas, no meio dos presos, criminosos que praticaram desde simples furtos até
assassinatos com requintes de perversidade, surgiu na Patrulha.
O tempo foi passando, a audiência aumentando...
Num certo dia, bem longe nos primórdios da Patrulha, Afonso tava de papo num barzinho com o amigo e jornalista Nelson Batinga, o Babá, que também era produtor e redator do programa. Os dois presenciaram uma briga à beira do balcão. A dupla não teve dúvida, decidiu colocar o diálogo no programa como rádio teatro.
E Nelson Batinga explicou:
"Assim como tem num jornal a fotografia que fala mais do que palavras, e é a imagem contundente do ocorrido, a Patrulha vai levar das ruas ao microfone e nele com os nossos astros a você em sua casa as ocorrências policiais em pinceladas duras e vivas."
Nelson Batinga, portanto, inseriu na Patrulha o rádio teatro que emocionou a audiência!
À esquerda, Garcia Duarte, fulano, Cordélia Santos,
Maurício Manfrini, Coelho Lima, Marcos Veras e Simone Molina.
E se tínhamos o rádio-teatro claro, muito se deve ao trabalho do sonoplasta e técnico de som Salvador Ayelo, que àquele tempo atuava
na Patrulha da Cidade.
O talentoso italiano mais brasileiro do mundo, durante muitos anos garimpou vinhetas em discos 78 e LP’s. Os temas musicais e
as vinhetas tinham a finalidade de transportar o ouvinte para o clima das ocorrências. Eram trechos musicais de grande importância,
levados a Patrulha pelo sonoplasta e técnico de som, Ayelo trabalha na Super Rádio Tupi até hoje. Há que se falar também no
excelente professor e apresentador da Patrulha da Cidade o jornalista Juarez Getirana. Homem dedicado ao ramo da saúde, que até
a sua morte apresentava e dirigia, de maneira dedicada o programa.
Gg, como era conhecido pela audiência, construiu e ensaiou radio-atores para encarnarem tipos, como o super conhecido,
campeão de correspondência, o “caçador”, “Zezinho” e outros. Ele nos deixou a Patrulha nas bases assentadas por ele, corrigimos
rumos e aí estamos com um jovem programa de 50 anos.
O atual apresentador do programa, o jornalista, radialista e ator Coelho Lima, chegou ao programa chamado pelo Gg, em 1987.
Vindo de Salvador, onde na rádio sociedade da Bahia, redigia e apresentava um programa semelhante, Coelho começou como radio-ator.
um dia, num papo de botequim, Gg convidou o Coelho Lima para redigir as páginas 3, 5 e 7 que são as mais cômicas.
Afirmamos que a Patrulha da Cidade é uma unanimidade, pois é ouvida do polícia ao bandido.