Baixada Fluminense

Violência contra a mulher é combatida em Duque de Caxias

Por Milena Coutinho

A Delegacia de Atendimento à Mulher de Duque de Caxias é a que mais registrou crimes contra a mulher em 2019 no Estado do Rio de Janeiro. Os dados foram divulgados pela Polícia Civil do Rio e indicam que, somente até o dia 25 de setembro, a DEAM Caxias já havia feito mais de três mil registros de ocorrência este ano, o que dá uma média assustadora de 11,3 casos por dia.

A titular da delegacia, Drª Fernanda Fernandes, falou sobre o trabalho feito na especializada. “A maioria das vítimas de feminicídio não procurou a delegacia antes. A vítima precisa registrar o caso para conseguir uma medida protetiva. Em Caxias, ainda há uma cultura machista patriarcal muito arraigada e isso contribui, infelizmente, para aumentar a cultura do ódio e a violência contra a mulher. Aqui no município, temos feito um trabalho em conjunto com a Prefeitura para conscientizar e orientar as mulheres vítimas”, explicou.

Mas, mesmo com todo esse trabalho de conscientização, muitos desses casos não chegam às delegacias. Ainda hoje, muitas mulheres são vítimas de violência e não têm coragem de denunciar. São histórias como da universitária Helena Campos, de 34 anos. Mãe de dois filhos, Helena morre de medo de reencontrar o ex-companheiro, o homem com quem conviveu durante sete anos e que, por pelo menos quatro, a agredia e violentava com frequência.

Os altos índices de violência levaram a Prefeitura de Duque de Caxias a intensificar o trabalho feito também junto ao público masculino. No Centro de Referência do Homem são atendidos aqueles que já cometeram algum tipo de violência contra a mulher. O local promove o tratamento especializado com esses agressores para que eles possam construir novos relacionamentos ou resgatar antigas histórias de maneira mais saudável e sem violência, como conta o coordenador da unidade, Paulo César da Conceição.

“O Centro de Referência vem trabalhando com homens autores no enfrentamento dos casos de violência doméstica. Nosso objetivo é fazer com que esse homem entenda que violência contra a mulher é crime, especialmente a violação dos direitos da mulher. Nós trabalhamos na responsabilização jurídica e na prevenção. São homens trabalhando com outros homens pelo fim da violência contra a mulher”, destacou.

De acordo com um levantamento feito pelo Instituto de Segurança Pública, o ISP, em 2018, 41.344 mulheres registraram terem sido vítimas de lesão corporal no Estado. A cada 24 horas, quatro mulheres são agredidas e ameaçadas por um homem, e doze são estupradas. O ISP ainda apurou que 56% dos crimes contra o gênero feminino são cometidos por seus companheiros ou ex-companheiros.

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