Brasil

Guedes defende alta do dólar e diz que por causa do câmbio baixo ‘doméstica estava indo para a Disney’

Ministro disse que o Brasil estava em um processo de desindustrialização acelerada, atrapalhando as exportações e abrindo mais espaço para importações

Por Sarah Teófilo/Correio Braziliense

Ministro disse que o Brasil estava em um processo de desindustrialização acelerada, atrapalhando as exportações e abrindo mais espaço para importações
(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

(Por: Sarah Teófilo/Correio Braziliense) Após o dólar atingir o quarto recorde consecutivo, chegando a R$ 4,35, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o modelo econômico no país mudou, não sendo mais, segundo ele, composto por juros alto e câmbio baixo. Ao falar do assunto, Guedes disse que os brasileiros devem fazer mais turismo pelo país. “Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Todo mundo indo para a Disney, empregada doméstica indo para a Disney, uma festa danada. Vai passear em Foz do Iguaçu, vai passear no Nordeste, está cheio de praia bonita. Vai conhecer onde o Roberto Carlos nasceu”, disse.

O ministro disse que o Brasil estava em um processo de desindustrialização acelerada, com o câmbio sobrevalorizado, atrapalhando as exportações e abrindo mais espaço para importações. “Pera aí, muda o modelo. O juros é um pouco mais baixo, mais investimento, mais consumo, e o câmbio é um pouco mais alto, o que é bom pra todo mundo, com mais exportação, mais substituição de importações. Inclusive em setores intensivos, como turismo. Vamos botar todo mundo pra conhecer o Brasil”, afirmou.

Logo em seguida, no decorrer da fala, Guedes retomou a afirmação que fez em relação às empregadas domésticas, afirmando que quis dizer que o câmbio estava tão baixo que todo mundo estava indo para a Disney, inclusive as classes mais baixas. “Todo mundo tem que ir para a Disney um dia, mas não é quatro vezes ao ano. Porque com o dólar a R$ 1,80, tinha gente indo três vezes no ano. Vai em Foz do Iguaçu, conhece o Brasil e na quarta vez você vai na Disney”, disse.

O ministro disse que no ano passado o país teve R$ 70 bilhões a menos de juros e que para 2020 a previsão é de R$120 bilhões a menos. “Passamos daquele modelos de juros lá em cima e câmbio lá embaixo, vamos fazer o contrário”, pontuou.

As falas do ministro foram feitas durante discurso de encerramento do Seminário de Abertura do Ano Legislativo 2020, organizado pelo grupo Voto.

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