Brasil

Para entrar em forma, cresce a procura de ginástica por vídeo e refeições saudáveis

No buscador de pesquisas do Google, termo “engordar na quarentena” já atingiu mais de 440 mil resultados

Por Victor Yemba

(Divulgação)

Uma das maiores preocupações dos brasileiros durante a quarentena do COVID-19 foi o ganho de peso. No buscador de pesquisas do Google, por exemplo, o termo “engordar na quarentena” já atingiu mais de 440 mil resultados, até o momento (agosto 2020). Seja pela ansiedade ou pelo sedentarismo, o fato é quatro em cada dez brasileiros engordaram durante o isolamento social, segundo levantamento feito por um grupo de pesquisadores das áreas de endocrinologia, psicologia e patologia.

O estudo foi feito a partir de um questionário online, que foi respondido por 1.470 pessoas e levou em consideração o Índice de Massa Corporal (IMC), tempo de isolamento e alimentação durante a quarentena. Na pesquisa, quase metade dos entrevistados (48,1%) afirmou sentir mais vontade de comer, mesmo quando não está com fome. Ainda segundo a pesquisa, 23% dos entrevistados ganharam peso e 17% relataram que emagreceram.

Para correr atrás do tempo perdido, a procura por serviços na área fitness e de bem-estar teve um crescimento significativo desde o início da flexibilização, em junho.

Segundo a microfranquia [email protected], plataforma digital para profissionais educadores físicos darem aulas online, a procura por aulas de ginástica por vídeo cresceu 60% no último mês. Só em julho, a [email protected] registrou mais de 130 novos profissionais de educação física filiados à plataforma.

A expectativa é que até o final do ano sejam mais de 300 profissionais associados e mais de 1200 novos alunos virtuais.

Para os sócios fundadores da franquia fitness, os gestores na área de bem-estar, Helder Montenegro e Paulo Gentil, a maior reclamação dos novos alunos é o ganho de peso durante a quarentena. “Muitos alunos se queixam do sedentarismo da quarentena e agora, que as flexibilizações estão acontecendo em vários estados, estão interessados em recuperar a forma de antes. Só nesse último mês tivemos mais de 130 novos franqueados, que podem atender até quatro alunos, simultaneamente, por vídeo. A expectativa é que esse número chegue a 300 até dezembro. Mesmo com a abertura das academias, acredito que esse novo conceito de ginástica por vídeo veio para ficar”, explica o empreendedor.

Não devemos esquecer que a franquia orienta os profissionais de educação física no atendimento presencial também.

Já na confeitaria vegana Conflor, reconhecida no Rio de Janeiro por seus bolos e doces sem ingredientes de origem animal, a aposta para os últimos meses foram versões de guloseimas menos calóricas, com a substituição pelo açúcar de coco (com baixo índice glicêmico) e novas opções sem glúten no cardápio. “Somos uma confeitaria, e apesar dos nossos doces seguirem uma linha mais orgânica e natural, doces são calóricos, né? Mas a pedido dos clientes, desenvolvemos no último mês dois bolos que são adoçados com açúcar de coco, investimos em mais opções sem glúten e oferecemos até uma versão de torta zero açúcar”, conta a chef confeiteira Luísa Mendonça.

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