Brasil

Projeto patrocinado pelo Instituto TIM leva experimento de estudantes brasileiros ao espaço

Estudo científico de Mato Grosso sobre intolerância à lactose foi enviado pela Nasa para a Estação Espacial Internacional, junto com desenhos de alunos da Bahia e de São Paulo

Por Victor Yemba

O sonho de crianças e adolescentes de conhecer o espaço ganhou ares de realidade para um grupo de alunos da Escola Regina Coeli, de Sorriso (MT). Vencedores do programa Garatéa-ISS, eles desenvolveram um teste para acompanhar a reação de um medicamento para intolerância à lactose e tiveram o experimento levado ontem (6) para a Estação Espacial Internacional (ISS).

Patrocinado pelo Instituto TIM, o Garatéa-ISS promove a participação de estudantes brasileiros dos ensinos médio e fundamental no Student Spaceflight Experiments Program (SSEP), que incentiva o estudo de ciências espaciais embarcando projetos e desenhos em foguetes da SpaceX.

“O projeto Garatéa-ISS traz para os estudantes a força da imaginação e da educação. Não há nada mais fascinante do que se sentir parte de uma aventura espacial. Ao mesmo tempo, nada é mais criativo do que desenhar e implementar um experimento científico. A TIM tem grande orgulho em patrocinar, há dois anos, por meio do Instituto TIM, um programa que ajuda a realizar sonhos e projetar o futuro de jovens brasileiros”, explica Mario Girasole, presidente do Instituto TIM.

O Garatéa-ISS reúne estudantes de escolas de todo o país, que criam experimentos para serem realizados no espaço. Um deles é selecionado para ser enviado pela Nasa à ISS com outros ganhadores dos Estados Unidos e do Canadá. O Brasil é o primeiro país fora da América do Norte a integrar o SSEP. Ao todo, 285 escolas já participaram do Garatéa-ISS, com 171 projetos. A iniciativa foi desenvolvida por uma parceria da Universidade de São Paulo e Fundação de Apoio à Física e à Química.

O programa engloba ainda uma vertente artística e os colégios também participam com desenhos enviados à ISS junto com os astronautas. Neste ano, foram ao espaço trabalhos de alunos da Escola Maria Edith Rhoden (São Desidério, BA), da Escola Municipal de Educação Especial Olga Benário Prestes (Diadema, SP) e do St. Francis College, de São Paulo.

Dois projetos científicos de colégios brasileiros já foram enviados ao espaço pelo programa Garatéa-ISS: uma experiência com cimento — cujos resultados serão apresentados em um congresso nos EUA — e outra com filtro de barro. A ideia do programa é mostrar aos alunos como os experimentos que criaram se desenvolvem em um ambiente de microgravidade, muito usado para testes da indústria farmacêutica para pesquisa de medicamentos e testagem de materiais.

De acordo com Lucas Fonseca, engenheiro espacial responsável pelo projeto Garatéa, o programa é um enorme chamariz para atrair o interesse de crianças e jovens para a ciência: “O lançamento de projetos no espaço é uma experiência que inspira, conecta e muda vidas, já que os ganhadores ficam em contato direto com  instituições como a Nasa, por exemplo”.

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