Ciência e Saúde

Julho Amarelo – Mês de combate às hepatites virais

Doença, considerada silenciosa, pode levar a complicações antes mesmo que a pessoa descubra que está infectada

Por Redação Tupi

Julho Amarelo- Mês de combate às hepatites virais (Divulgação)
Julho Amarelo- Mês de combate às hepatites virais (Divulgação)

As hepatites virais são um grande problema de saúde que atinge não só o Brasil, mas o mundo inteiro. As hepatites B e C também são responsáveis por dois terços dos casos de câncer de fígado no mundo. Por isso, com o objetivo de alertar e conscientizar a população sobre os riscos da doença, formas de prevenção e incentivar as pessoas a se vacinarem contra as hepatites e a buscarem o diagnóstico precoce e tratamento, criou-se o mês de combate às hepatites virais.

A doença ataca o fígado e, inicialmente, apresenta poucos sintomas, especialmente as B e C. Para incentivar a testagem e o tratamento da doença, o Instituto Brasileiro do Fígado (Ibrafig), ligado à Sociedade Brasileira de Hepatologia, lançou a campanha “Não vamos deixar ninguém pra trás”. O objetivo é promover o diagnóstico precoce e evitar a necessidade de transplantes, o que hoje é muito comum.

O Brasil é signatário de um plano da Organização Mundial da Saúde (OMS) que visa reduzir a mortalidade atribuída às hepatites em mais de 75%, até 2030. Para isso, o país precisaria realizar testagem só para hepatite C entre 9 milhões e 12 milhões de pessoas todo ano, mas com a pandemia, a procura por testagens nos postos de saúde caiu muito, alerta o Ibrafig.

“As hepatites B e C costumam evoluir de forma silenciosa e o indivíduo só acaba descobrindo que tem uma doença no fígado quando desenvolve cirrose ou câncer, já em fase avançada. Nesses casos, o tratamento não é mais possível e a alternativa é o transplante”, explica Bárbara Pereira, imuno-hematologista pela UFRJ e diretora chefe do setor de análises clínicas do Laboratório e Clínica Lach, no Jardim Botânico.

A especialista lembra que o SUS disponibiliza vacina para as hepatites A e B para crianças até os 2 anos de idade e que a testagem para identificação da doença está disponível para os tipos B e C. “Adultos que nunca tomaram vacina para hepatite também precisam se vacinar. Além disso, é indicado tomar um reforço da vacina para hepatite A, o que só é feito nas clínicas particulares”, alerta Bárbara.



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