Brasil

Caiado rompe com Bolsonaro e exige responsabilidade: ‘Não posso admitir que venha lavar as mãos’

Governador de Goiás também assegurou que as medidas tomadas por seu governo permanecerão em vigor, independente de determinação federal

Por Redação Tupi

Governador de Goiás também assegurou que as medidas tomadas por seu governo permanecerão em vigor, independente de determinação federal
(Foto: Reprodução/TV Serra Dourada)

Em entrevista coletiva feita na manhã desta quarta-feira, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), anunciou seu rompimento com o presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem Partido). A decisão foi tomada após Bolsonaro defender, em pronunciamento feito em cadeia nacional de rádio e televisão, na noite da última terça-feira, o fim do “confinamento em massa” para evitar a proliferação do novo coronavírus, além da “volta à normalidade” dos comércios e escolas.

“Fui aliado de primeira hora, durante todo tempo (de Jair Bolsonaro), mas não posso admitir que venha agora um presidente da República lavar as mãos e responsabilizar outras pessoas por um colapso econômico ou pela falência de empregos que amanhã venha a acontecer. Não faz parte da postura de um governante”, declarou Caiado. “Um estadista tem que ter a coragem de assumir as falhas. Não tem de responsabilizar as outras pessoas. Assuma a sua parcela”, completou o governador em seguida.

Médico formado, Ronaldo Caiado fez questão de enaltecer o trabalho da classe em meio à pandemia, principalmente no estado de Goiás. Incomodado com o comentário de Jair Bolsonaro classificando a Covid-19 como uma “gripizinha”, o governador goiano exigiu respeito. “Se a Vigilância Sanitária chega a esse patamar é porque temos esse engajamento todo na área de saúde em Goiás. (Os profissionais) estão a frente, colocando em risco a suas vidas. Quando se escuta uma declaração como essa, de dizer que isso é um resfriadinho, é uma gripezinha. Respeita. Ninguém definiu melhor que o Obama: na política e na vida a ignorância não é uma virtude”, afirmou.

Caiado também assegurou que as medidas tomadas por seu governo permanecerão em vigor, independente da determinação federal. De acordo com ele, os três decretos já assinados seguem as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e foram previamente debatidos coma comunidade científica e pesquisadores da área de saúde.

“As medidas serão duras. Se decisões tiver de tomar, eu as tomarei ao lado dos poderes constituídos Goiás como sempre faço, respeitando a população do meu estado”, ressaltou. Entre as determinações já em vigor estão o fechamento temporário do comércio, escolas e serviços que não são essenciais, justamente para evitar a maior disseminação do novo coronavírus.

Segundo o Caiado, sua postura no estado conta com o respaldo do empresariado goiano, que tem “ajudado de sobremaneira” na luta contra o vírus. “Buscam a tese que teremos um colapso econômico de grandes proporções (com a manutenção da quarentena). Ora, o que é isso? É exatamente colocar na balança o que é mais importante: a vida ou a sobrevivência econômica. Nós podemos fazer as duas coisas”, frisou.

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