Ciência e Saúde

Presidente do SindRio: “O prejuízo é de 100%. Muitas empresas estão à beira da falência”

Fernando Blower pede ajuda imediata do Governo Federal no auxílio da categoria

Por Thiago Veras

A pandemia do novo Coronavírus (COVID-19) também causa uma ação devastadora entre os bares e restaurantes no Rio de Janeiro. A categoria foi severamente atingida com os problemas gerados na economia do país. O estado conta com cerca de 15 mil empresas no setor, sendo 10 mil delas localizadas na capital. Ao todo, são registrados 160 mil empregos no estado e 110 mil no município. Bares e Restaurantes foram responsáveis por R$ 9 bilhões no PIB da cidade em 2019.

Foto: Divulgação

A Super Rádio Tupi entrevistou Fernando Blower, presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro. Ele relatou os problemas que estão sendo enfrentados e pediu ajuda urgente do Governo Brasileiro.

“O prejuízo é o maior que pode se ter. A gente está falando que pelo menos 80 a 90% das empresas estão fechadas no momento. O prejuízo é 100%. Não tem mais um real de receita. A gente está vindo de um período de três anos de crise econômica, então quase todas as empresas chegaram com o caixa zerado nesse momento e não tinha reserva. Quando você interrompe o fluxo financeiro e as empresas param de receber, elas também param de pagar. Todo mundo está tentando ao máximo continuar pagando salários, preocupados com as pessoas. A gente precisa agora que o Governo Federal se sensibilize , entre no circuito e ajude a bancar os salários das pessoas, para elas terem um pouco de dignidade e ficarem em casa com segurança de que vão conseguir comprar o alimento. É um momento delicado e muitas empresas estão à beira da falência” afirmou Fernando, que respondeu quais condições o governo poderia fornecer aos patrões e empregados da categoria durante a crise.

“São duas frentes. De um lado, precisa de crédito emergencial para que essas empresas consigam pagar as contas básicas. Esse crédito precisa ser o mais flexível possível em termos de carência, juros e garantias. Tem gente que vendeu o que tinha para continuar aberto. Do outro lado, o Governo Federal pode sim dispor recursos como governos de outros países fizeram na Europa e nos Estados Unidos, pagando os salários das pessoas que não estão recebendo, não somente dos que ficaram desempregados, mas também quem continua trabalhando. Existem os recursos do Seguro Desemprego e do FAT. Não tem como pedir para a população ficar em casa sem salário”, explicou.

Aumento do serviço delivery

Com o fechamento das lojas físicas, muitos bares e restaurantes aumentaram o serviço de entrega delivery. Fernando Blower reforça que muitos estabelecimentos ainda não estão preparados para fornecer esse tipo de serviço.

“É um período complicado porque muitos ainda não possem operação de delivery. Não deu tempo de se adaptar e realmente estão fechados. Outros adaptaram o delivery e até aumentaram as vendas. O problema que essa venda não é suficiente para cobrir a baixa de vendas da loja que foi perdida no salão. Na verdade, fecharam muito mais coisas do que abriram. O delivery aumenta para alguns, mas ainda são poucos. A gente calcula que cerca de 10 a 15% dos estabelecimentos tenham condições de trabalhar com o delivery. A população sabe que pelo menos ainda existe a opção de pedir para a entrega em alguns estabelecimentos.

O presidente Jair Bolsonaro assinou uma Medida provisória que libera R$ 36 milhões de recursos do FAT para que sejam pagos os salários dos funcionários de bares e restaurantes. A MP tem como objetivo garantir o pagamento dos salários por três meses. Antes de ir ao Congresso, a medida foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) para aprovação de alguns itens. A MP serve também para o adiamento de pagamentos de impostos e contribuições.

Ouça a entrevista completa

 

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