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Brasil

IPC-DI de julho é a maior já registrada a maior queda da história do Plano Real

Após a ação do governo federal para reduzir tributos incidentes sobre combustíveis e a conta de luz, o recuo no IPC-DI superou até mesmo a deflação registrada em maio de 202

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Notas de 50 reais, uma calculadora e uma caneta
(Foto: Reprodução/ Agência Brasil)

A queda de 1,19% no mês de julho do IPC-DI, componente que mede os preços ao consumidor no Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna, é a maior já registrada no Plano Real, informou André Braz, coordenador do IPC no Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).  

Após a ação do governo federal para reduzir tributos incidentes sobre combustíveis e a conta de luz, o recuo no IPC-DI superou até mesmo a deflação registrada em maio de 2020, quando o componente caiu 0,54%, durante a pandemia de Covid-19.

No cenário de médio prazo, mais importante para a percepção sobre a inflação será a esperada desaceleração nos preços dos alimentos. Por enquanto, no acumulado em 12 meses até julho, a classe de despesa Alimentação do IPC-DI registra um salto de 14,49%.

Segundo André Braz, há duas forças que poderão moderar a esperada desaceleração na inflação de alimentos. Uma é a taxa de câmbio. Eventual elevação da cotação do dólar ,por conta da alta de juros nos Estados Unidos e de riscos políticos e fiscais no Brasil, tende a diminuir o efeito da queda nas cotações de “commodities” agrícolas.

A segunda força é um incremento na demanda. Com o aumento na mensalidade do Auxílio Brasil até o fim do ano, a tendência é que as famílias mais pobres possam consumir mais alimentos, pressionando os preços.

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