Esportes

‘Esperávamos mais medalhas’: CBV faz balanço dos Jogos de Tóquio e projeta melhorias no novo ciclo

Brasil conquistou apenas uma medalha em todas as categorias envolvendo o vôlei

Por Redação Tupi

Adriana Behar, CEO da CBF, projeta melhorias visando novo ciclo olímpico
Foto: Saulo Cruz/COB

Diante do fracasso do vôlei brasileiro nos Jogos de Tóquio, a Confederação Brasileira da modalidade (CBV) divulgou, nesta terça-feira (17), que, de fato, esperava um número maior de medalhas no evento. A única conquistada se deu no vôlei (de quadra) feminino, onde as meninas ficaram com a prata ao perder por 3 sets a 0 para os Estados Unidos na final.

“Os resultados do Brasil nos Jogos Olímpicos foram bons. O do voleibol, não, com exceção da seleção feminina de quadra, que obteve um excelente 2º lugar, melhorando, em muito, o resultado no Rio. Temos que enfrentar a realidade e usar informação de qualidade para fazer um diagnóstico e mudar o jogo rápido para o próximo ciclo olímpico. A nossa expectativa vinha baseada nos resultados anteriores, que estavam, de fato, sendo muito bons. Chegamos com algumas duplas de praia entre as primeiras do ranking, nossas duplas femininas disputaram a final do Major de Gstaad, último torneio antes das Olimpíadas, e as seleções de quadra vindo de um título e um segundo lugar na Liga das Nações. É claro que esperávamos por mais medalhas, mas é do esporte” – disse Adriana Behar, CEO da CBF e duas vezes campeã olímpica no vôlei de praia.

Na Rio 2016, o Brasil conquistou três medalhas no vôlei: foi campeão na quadra com a equipe masculina, foi ouro também na praia com Alison e Bruno Schmidt e prata na praia com Ágatha e Bárbara Seixas. Em Tóquio, além da prata da seleção feminina de quadra, o Brasil foi quarto colocado no torneio masculino de quadra e pela primeira vez não chegou às semifinais em nenhuma disputa na praia.

Apesar do resultado abaixo do esperado, o vôlei ainda é a modalidade que mais levou o Brasil ao pódio das Olimpíadas, empatado com o judô. São 24 medalhas conquistadas, sendo 13 na praia e 11 na quadra.

“Temos um novo ciclo pela frente, dessa vez mais curto, onde temos de buscar um planejamento bem rebuscado. Estamos fazendo uma análise sobre o que pode ser melhorado e trazendo pessoas experientes para nos ajudar nesse trabalho para o futuro” – destacou a CEO.

Muitos atletas brasileiros da modalidade chegaram a citar a falta de investimentos e a necessidade de se olhar com mais “carinho” para o futuro do esporte no país.

“Na parte técnica, a Criação de Grupos de Trabalho, com atletas e/ou técnicos vitoriosos, para que possam dar sugestões e participar do planejamento, buscando um maior desenvolvimento da base e do vôlei brasileiro” – continuou.

“Ter como missão da CBV, para o próximo ciclo olímpico, ser um prestador de serviços de alta qualidade para que o ecossistema do voleibol brasileiro floresça como referência nacional e internacional não só em termos de resultados esportivos, mas, também, governança, inserção social, desenvolvimento e geração de negócios” – disse a dirigente, além de outras metas para que o esporte possa ser melhor difundido no Brasil.



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