Futebol Feminino

CBF anuncia patrocínio exclusivo para Seleções Brasileiras Femininas

Empresa vai apoiar também o Campeonato Brasileiro Feminino Série A-1

Por Talita Giudice

plano aberto com aline pellegrino, mario tagle, rogerio caboclo e pia sundhage
O anúncio contou com a presença de Aline Pellegrino, Mário Ruiz-Tagle, Rogério Caboclo e Pia Sundhage (Foto: Thais Magalhães/CBF)

A CBF anunciou nesta terça-feira (1), a NeoEnergia como patrocinadora exclusiva das seleções brasileiras femininas. A empresa também adquiriu os naming rights do Campeonato Brasileiro Feminino série A-1, que a partir desta rodada passa a se chamar Brasileirão Feminino NeoEnergia. O contrato é válido por quatro anos, o que abrange o ciclo olímpico (2021 e 2024) e o mundial feminino (julho de 2023).

O anúncio foi feito em transmissão no canal do youtube da Confederação com a presença do presidente da CBF Rogério Caboclo, o CEO da NeoEnergia Mario Ruiz-Tagle, a coordenadora de competições femininas da CBF Aline Pellegrino e a técnica da seleção brasileira Pia Sundhage. Durante o anúncio, Rogério Caboclo ressaltou o apoio da CBF ao futebol feminino e reforçou o desenvolvimento do calendário.

”Temos hoje um formato mais competitivo e democrático para o Brasileirão feminino das séries A-1 e A-2. Criamos as competições de base sub-18 e sub-16. Já no ano que vem teremos mais duas competições: o início do Brasileirão série A-3 e a SuperCopa do Brasil Feminina. Realizamos investimentos recordes nessas competições femininas sob a responsabilidade da CBF com integral custeio de logística, hospedagem, taxas de jogos, cotas de premiação e a garantia de 100% das partidas serem transmitidas. E desde o início da pandemia temos dado apoio financeiros aos 52 clubes que disputam as séries A-1 e A-2 do campeonato brasileiro, para que possam honrar seus compromissos perante as jogadoras em termos salariais”, disse Rogério Caboclo

O presidente ainda destacou a importância do patrocínio da NeoEnergia para o crescimento da modalidade no país. ”Temos certeza que a chegada da NeoEnergia impulsionará de uma forma muito acelerada. Que essa nova parceria gere frutos muito positivos e sustentáveis”, concluiu o presidente da Confederação.

Mario Ruiz-Tagle ao lado de Rogério Caboclo segurando a camisa da seleção estampada com o patrocínio da NeoEnergia
A marca será exibida na camisa da seleção, ações promocionais e nas redes sociais das Guerreiras do Brasil (Foto: Thais Magalhães/CBF)

O CEO da empresa, Mario Ruiz-Tagle, disse que esse é um dos desafios mais transcendentes da empresa e na sociedade. ”Hoje, a NeoEnergia e a Confederação Brasileira de Futebol vamos dar um importante passo para a igualdade de oportunidades, empoderamento feminino e  promoção social através dos valores do esporte.” A NeoEnergia já tem um histórico de apoio ao futebol feminino, a empresa, do grupo espanhol Iberdrola, apoia mais de 300 mil atletas no mundo.

A coordenadora de competições da CBF e ex-jogadora, Aline Pellegrino, falou sobre a alegria do anúncio e a importância para o avanço da modalidade que por 40 anos foi proibida no Brasil. ”Iniciativas e parcerias como essa que acreditam de verdade, e aí o acreditar de verdade é fazer acontecer, porque muito se fala da evolução do futebol das mulheres, mudar o patamar do futebol de mulheres, mas a gente precisa colocar em prática. Acreditar na igualdade, acreditar na diversidade”, falou Aline Pellegrino.

aline pellegrino à esquerda e a direita o ceo da neoenergia mario em transmissão oficial da cbf
Aline Pellegrino, coordenadora de competições da CBF ao lado de Mário Ruiz-Tagle, CEO da NeoEnergia (Foto: reprodução)

O futebol feminino foi proibido por lei em 1941 pelo presidente Getúlio Vargas. Apenas em 1979 a proibição chegou ao fim, mas só em 1983 a modalidade foi regulamentada. No ano de 1988 um projeto de seleção feminina participou do Women’s Invitational Tournament torneio experimental realizado pela Fifa na China. O Brasil levou a medalha de bronze para casa. Em 1991 aconteceu a primeira Copa do Mundo de Futebol Feminino, onde a CBF assumiu a equipe ainda de forma amadora. A seleção brasileira feminina foi sete vezes campeã da Copa América e em 2023 vai em busca do primeiro mundial.

 

 

 



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