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Sem apoio das autoridades, ambulantes dos estádios do Rio passam por necessidades

Representante dos trabalhadores lamenta descaso: "Falta de empatia ao próximo em plena pandemia"

Por Matheus Emanuel

Foto: Reprodução

Uma partida de futebol não está restrita a um duelo entre duas equipes dentro das quatro linhas. Por se tratar de um negócio, o esporte mais querido no território nacional movimenta a economia e gera empregos em diversas áreas. Contudo, boa parte dos profissionais que ganham seu sustento através do futebol tiveram que lidar nos últimos meses com a paralisação causada pela pandemia do novo coronavírus.

Em conversa franca com a reportagem da Super Rádio Tupi, a primeira secretária do Sindicato dos Ambulantes e Caixas do estado do Rio de Janeiro, Milena Câmara, revelou que os trabalhadores que atuam nos estádios cariocas estão passando por extremas necessidades e que o apoio dado pelo poder público é mínimo.

“Os ambulantes estão sem sustento. Mesmo voltando o Brasileirão, não vamos ter torcida. Alguns estão passando por necessidade, sem nenhuma ajuda. Não estamos sendo assistidos por nenhum público. Conseguimos um contato com a prefeitura do Rio em maio, onde foram assistidas apenas 50 famílias da cidade do Rio, quando na verdade, são mais de 700 famílias passando por diversas dificuldades nesse período de jogos sem torcedores. Houve uma promessa de uma ajuda mensal, mas isso não foi cumprido”, disse.

Milena lembrou que os clubes também não estão oferecendo um apoio aos trabalhadores que servem os torcedores durante os jogos.

“Só tivemos uma ajuda única com um cartão de R$55,00 da Viva Rio em parceria pro Flamengo para os trabalhadores que atuam no Maracanã, mas a pessoa tinha que buscar esse benefício no Maracanã e muitos trabalhadores não tiveram a condição financeira nem de recolher esse auxílio. Muitos teriam que gastar até R$20,00, não valeria a pena. Não tivemos nenhuma outra ajuda”, declarou.

Por fim, a representante dos ambulantes desabafou sobre o momento crítico vivido por esses profissionais.

“Nós somos trabalhadores que precisamos dos eventos para termos o nosso sustento. Falta de empatia ao próximo em plena pandemia”, encerrou.

 

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