Campeonato Brasileiro

Sylvinho é apresentado e se diz “pilhado” e preparado para encarar o desafio

Técnico detalha ideias táticas, fala em recuperar jogadores e prevê poucos reforços

Por Beto Jr

Novo técnico do Corinthians é apresentado no clube
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Nesta terça-feira (25), o novo técnico do Corinthians, Sylvinho, desembarcou no Brasil para dar início a sua jornada como novo treinador da equipe do Parque São Jorge. No fim desta manhã, por volta das 11h30, o técnico se apresentou oficialmente no CT Dr. Joaquim Grava. Sylvinho detalhou seus planos no comando da equipe, comentou a rápida negociação com a diretoria alvinegra, disse estar pronto para o desafio na carreira e reconheceu seu lado “pilhado”.

“É um jeito, característica. Não gostaria de ser assim, tem hora que me incomoda. Meus pés se mexem. Ser pilhado no futebol é não perder tempo. Não temos tempo a perder. Nível de concentração alto. Entrega. Concentração. Estar atento a tudo, absorvendo tudo. O atleta é inteligente. Sou pilhado porque entendo que as coisas são assim, é meu ritmo. Muitas dessas características. Sempre serviu para mim. Na vida cotidiana, eu passo um pouco do ponto. É muita energia” – declarou.

Ex- jogador do Corinthians, Barcelona e seleção brasileira, Sylvinho assinou contrato com o Corinthians até o fim de 2022. Segundo ele, a negociação com o clube foi rápida e ele não hesitou em aceitar a proposta.

Confira os principais trechos da coletiva do novo técnico do Timão:

Esquema tático / Três zagueiros

“Variação de sistema tático existe e é bom. Gosto de linha de quatro, conheço o sistema, domino as funções. Podemos trocar sistemas, ocorre. Mas atletas me conhecem. Faz parte da história do Corinthians a linha de quatro. A garra e raça são marcas desse clube. Existe. É bom. Não será difícil.”

Mais sobre tática

“O sistema tático não define se o time é ofensivo ou defensivo, mas sim as peças e o que queremos potencializar. Eu domino o sistema de quatro, fui criado assim. 3-4-1-2 e outros sistemas com três também dominamos. Precisamos entender o que potencializa o time e os jogadores. Não gosto de variação de sistema, não trabalho assim. Entendo que o atleta treinado tem as distâncias e percepções de treino para levar para o campo com tempo de trabalho. Variação te causa distâncias diferentes, o que gera atraso. Eu gosto da linha de quatro, mas não está fora de cogitação trabalhar com linha de três em algum jogo pontual.”

Trabalho com a base

“O trabalho é desafiador e árduo. Recuperar os mais experientes. Eu trabalho para todos os atletas. Nós da comissão, da direção, todos nós trabalhamos para recuperar os atletas. Os jovens, também. Quanto a eles, é importante acelerar algumas etapas. Demanda do futebol, jogos. É bom trabalhar com jovem, tem absorção, mas com responsabilidade de colocá-los e que se sintam melhor pouco a pouco. Outros mais acelerados. Alguns são mais rápidos, quem dá o tempo são os atletas. Recuperar a todos. Não me conformo deixar dois fora. Vamos buscar os atletas.”

O que é inegociável para você?

“Eu tenho bastante coisa inegociável. Tem coisas indiscutíveis no futebol: perda de tempo, nível baixo de concentração, não. Vai subir. Isso é trabalho, dedicação. Somos exemplos para uma sociedade. Representamos nação, torcedores. Respeitar a geração, a idade, a juventude. Há tempo para tudo. Passei por isso e entendo.”

 



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