Futebol

Estrela do Liverpool financia construção de hospital em Senegal “para dar esperança às pessoas”

Unidade de saúde vai ser inaugurada nos próximos seis meses em Bambali, onde quase 70% das famílias vivem na pobreza, segundo o Banco Mundial

Por Bruno Almeida

(Foto: Reprodução/Instagram)

A estrela do Liverpool, Sadio Mané, fez mais uma atitude filantrópica na cidade onde nasceu. No documentário “Made in Senegal”, o atacante senegalês revelou que financiou a construção de um hospital, que vai ser inaugurado nos próximos seis meses em Bambali, uma vila em Sédhiou, na qual o Banco Mundial estima que quase 70% das famílias vivem na pobreza. Em uma cena comovente, o jogador lembrou do pai, que morreu quando o atleta tinha apenas sete anos. Na época, não tinha unidade de saúde no local.

– Eu tinha sete anos. Estávamos prestes a brincar no campo de futebol quando um primo se aproximou e disse: “Sadio, seu pai faleceu”. Eu respondi: “Sério? Ele está brincando…”. Eu realmente não conseguia entender. Antes de morrer, meu pai ficou doente por semanas. Nós trouxemos alguns remédios tradicionais e isso o manteve estável por três ou quatro meses. A doença voltou, mas dessa vez os remédios não funcionaram. Como não havia hospital em Bambali, eles o levaram para uma vila próxima para ver se conseguiam salvá-lo. Mas não conseguiram.

No filme, que apresenta Mané narrando sua história desde a pobreza até os tempos atuais em que veste a camisa 10 do Liverpool e inclui entrevistas com o técnico Jürgen Klopp, além de companheiros como Mohamed Salah e Virgil van Dijk, o atleta também contou sobre o nascimento da irmã e o que o incentivou a construir o hospital.

– Lembro também que minha irmã nasceu em casa porque não havia hospital na nossa aldeia. É uma situação muito triste para todos. Eu quis construir um hospital para dar esperança às pessoas.

O jogador falou também da forma que o pai o influenciou e como a morte dele impactou a vida da família.

– Quando eu era jovem, meu pai sempre me dizia o quanto ele se orgulhava de mim. Ele era um homem de um grande coração. Sua morte teve um grande impacto em mim e em toda a família. Falei a mim mesmo: “Agora preciso fazer o máximo para poder ajudar minha mãe”. É algo difícil para lidar quando se é tão jovem.

Esta não foi a primeira atitude filantrópica de Mané na cidade em que nasceu. No ano passado, o jogador inaugurou uma escola e recentemente fez uma doação de 40 mil libras (R$ 256 mil na cotação atual) ao governo senegalês para atuar no combate ao coronavírus. No documentário, ele lembrou que quando era mais novo não existia uma escola de qualidade no local.

– A educação é a chave. A escola vem em primeiro lugar. Talvez, se houvesse uma escola melhor quando eu era mais jovem, eu poderia ter estudado mais. Mas não foi o caso – eu estava na vila. Então, todos os meninos de lá querem jogar futebol e ninguém mais quer ir à escola. Eles só querem ser um jogador de futebol como eu… Mas eu sempre digo a eles para garantir que eles tenham uma boa educação e estudem. É claro que eles podem continuar jogando futebol, mas isso os ajudará a ter mais sucesso no que estão fazendo. Não é mais como quando eu era jovem, porque era muito difícil naquela época.

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