Esportes

Seis diretores do Barcelona pedem demissão e criticam presidente do clube

Dirigentes alegram má gestão de Bartomeu em meio à crise do coronavírus, além do escândalo com "robôs" nas redes sociais, como justificativas para a decisão

Por Bruno Almeida

(Foto: Reprodução/Twitter/FCBarcelona_es)

Seis diretores do Barcelona pediram demissão nesta sexta-feira (10/04). Como justificativa, eles alegaram, por meio de uma carta aos torcedores, que a má gestão do presidente do clube, Josep Maria Bartomeu, em meio à crise do coronavírus, além do escândalo com “robôs” nas redes sociais, foram os motivos da decisão. Os dirigentes, inclusive, pediram que o mandatário convocasse as eleições presidenciais o mais rápido possível.

Vale destacar que, devido à pandemia, a receita do time caiu, o que levou a um corte de 70% dos salários dos jogadores. Já sobre a questão dos “robôs”, foi divulgado em fevereiro que o clube contratou no começo deste ano os serviços da I3 Ventures, uma empresa de mídia, para monitorar a cobertura das redes sociais do Barcelona. Assim, ela teria criado diversas contas no Twitter – os chamados “robôs” -, com o intuito de manchar a imagem de futuros candidatos à presidência, ex-atletas – como Xavi e Guardiola – e até jogadores do elenco atual, como a estrela do time Lionel Messi. Bartomeu e a empresa negaram as acusações, mas o contrato foi rescindido.

Dois dos quatro vice-presidentes do Barcelona, Emili Rousaud e Enrique Tombas, estão entre os que deixaram o clube, assim como os diretores Silvio Elias, Josep Pont, Jordi Calsamiglia e Maria Texidor. “Queremos mostrar nosso descontentamento com o episódio infeliz sobre as contas de mídia social, conhecidas como ‘Barçagate’, sobre as quais soubemos através da imprensa”, informaram na carta.

Em resposta, o Barcelona emitiu uma nota oficial negando as acusações. O clube, inclusive, disse que vai processar os dirigentes.

Confira a nota completa

“Diante das acusações sérias e infundadas feitas nesta manhã pelo Sr. Emili Rousaud, ex-vice-presidente institucional do Clube, em várias entrevistas com a mídia, o FC Barcelona nega categoricamente qualquer ação que possa ser classificada como corrupção e, portanto, reserva-se o direito de ação penal que possa corresponder.

Nesse sentido, a análise dos serviços de monitoramento de redes sociais está sendo submetida a uma extensa auditoria independente da PriceWaterhouseCoopers (PWC), que ainda está em andamento e, portanto, sem conclusões, facilitando a Bata todas as informações e meios que a PWC solicita desde o início do processo.

Finalmente, as renúncias dos membros do Conselho de Administração anunciadas nas últimas horas ocorreram como resultado da reforma do Conselho promovida pelo Presidente Josep Maria Bartomeu nesta semana, e que será concluída nos próximos dias. Esta reforma do Conselho de Administração visa enfrentar com o máximo de garantias a última seção do mandato, com o objetivo de implementar as medidas necessárias para preparar o futuro do Clube, superar as conseqüências da crise de saúde que estamos enfrentando e concluir as ações da programa de gestão iniciado em 2010 e o Plano Estratégico aprovado em 2015.”

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