Brasil

Bolsonaro sobe o tom em discurso na Avenida Paulista e chama Alexandre de Moraes de ‘canalha’

Presidente da República falou por cerca de 20 minutos em um carro de som durante ato pró-governo na capital paulista

Por Diogo Sampaio

Bolsonaro na Paulista
(Foto: Reprodução/Facebook)

O presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem Partido), discursou na tarde desta terça-feira (07), feriado do Dia da Independência do Brasil, para milhares de apoiadores presentes na Avenida Paulista,  durante o ato em apoio ao governo federal. Na fala, que durou cerca de 20 minutos, Bolsonaro novamente fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e chamou de “canalha” o ministro Alexandre de Moraes, magistrado responsável por decretar as recentes prisões de nomes ligados ao bolsonarismo no inquérito das milícias digitais.

“Nós devemos sim, porque eu falo em nome de vocês, determinar que todos os presos políticos sejam postos em liberdade. Alexandre de Moraes, esse presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou”, afirmou Bolsonaro. “Ou esse ministro se enquadra ou ele pede para sair. Não se pode admitir que uma pessoa apenas, um homem apenas turve a nossa liberdade”, continuou. “Dizer a esse ministro que ele tem tempo ainda para se redimir. Tem tempo ainda de arquivar seus inquéritos. Sai Alexandre de Moraes, deixa de ser canalha, deixa de oprimir o povo brasileiro”, completou.

Também durante o discurso, Bolsonaro voltou a criticar as urnas eletrônicas e a atacar a postura contrária ao voto imprenso do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Nós acreditamos e queremos a democracia. A alma da democracia é voto. Não podemos admitir um sistema eleitoral que não traz qualquer segurança. E dizer que não é uma pessoa no TSE que vai nos dizer que esse processo é confiável e seguro”, disparou o presidente. “Não podemos admitir um ministro do TSE também, usando sua caneta, desmonetizar páginas que criticam esse sistema de votação. Queremos eleições limpas com voto auditável e contagem pública dos votos. Não podemos ter eleições que pairem dúvidas sobre os eleitores”, complementou.

O chefe do Executivo chegou a capital paulista por volta de 13h20 no aeroporto de Congonhas. Após o desembarque, Bolsonaro foi até o hotel de trânsito do Comando Militar do Sudeste e seguiu para a Avenida Paulista, palco das manifestações na cidade de São Paulo, de helicóptero.

Além de Bolsonaro, membros da alta cúpula do governo federal também estiveram presentes na manifestação na Avenida Paulista. Entre eles, Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), Joaquim Leite (Meio Ambiente), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Carlos Alberto França (Relações Exteriores), Milton Ribeiro (Educação), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Mario Frias (Cultura), Fábio Faria (Comunicações), Gilson Machado (Turismo), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência) e Bruno Bianco Leal (Advocacia-Geral da União).



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