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Capital Fluminense

Associação de moradores de Ipanema entra com pedido de avaliação sobre loja de crepes eróticos

O caso foi enviado para a Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon), que definiu novas regras para a comercialização dos produtos da “La Putaria”

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La Putaria é proibida de vender crepes para menores de idade
La Putaria é proibida de vender crepes para menores de idade. (Foto: Reprodução)

A Associação de Moradores de Ipanema, em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas do Rio de Janeiro, entrou com um pedido de avaliação sobre a loja “La Putaria”, que vende crepes doces em forma de genitália em Ipanema, Zona Sul do Rio, O caso foi enviado para a Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon), que definiu novas regras para a comercialização dos produtos da loja.

O órgão enviou uma nova regulamentação, publicada no Diário da União na última quarta-feira (1º), no qual o Ministério da Justiça e Segurança Pública proíbe a venda desse tipo de produto para menores de idade. A loja recebeu nesta quinta-feira (2) uma notificação do Procon informando que o responsável tem seis dias para regularizar o estabelecimento de acordo com a nova portaria, que vence no próximo dia 8, quarta-feira.

A lanchonete funciona há cerca de um mês e, segundo Carlos Monjardim, presidente da Associação de Moradores de Ipanema, para o Meia Hora, as reclamações não param em seu Whatsapp. “A revolta vem aumentando de forma assustadora. Eu tenho sido parado nas ruas, cobrado por senhoras com raiva que pedem que a associação entre com alguma providência”.

Ele também falou da situação incômoda que o letreiro do “Temos uma lei que regulamenta letreiros de cinema pornô, por exemplo. Não pode ter um título ofensivo, essas coisas. O nome dessa loja, exposto em via pública, é o que está mais causando alvoroço”, declarou. “Ipanema é um bairro tradicional, ali do lado da loja tem a Igreja Nossa Senhora da Paz, uma praça com crianças, mães e babás. Colocar ‘Putaria’ assim, no meio da rua, é complicado”, concluiu.

Ele também ressaltou que os moradores se incomodaram com o fato dos produtos serem consumidos na rua, o que seria uma afronta a quem mora no bairro. Segundo Monjardim, a Associação não procurou o Senacon buscando uma punição ou algo do gênero, somente uma averiguação do caso para saber os direitos dos moradores e do comércio.

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