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Capital Fluminense

Câmara do Rio homenageia jogador Paulinho, da Seleção Brasileira, e carnavalescos que levaram para Sapucaí o enredo do Axé

Cerimônia de entrega do conjunto de medalhas Pedro Ernesto, concedido pelo vereador Átila Nunes, aconteceu na noite nesta quinta-feira

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Paulinho é homenageado na Câmara do Rio
Paulinho é homenageado na Câmara do Rio (Foto: Divulgação)

Duas das maiores paixões do carioca estiveram juntas na Câmara Municipal do Rio numa cerimônia em homenagem às personalidades que se destacaram na luta contra o preconceito religioso.

Concedida pelo vereador Átila Nunes (PSD), a medalha Pedro Ernesto, maior honraria da Casa, foi entregue para o jogador Paulinho, que fez uma reverência ao orixá Oxóssi ao fazer o gesto de um arco e flecha durante jogo da seleção brasileira nas olimpíadas de Tóquio, mostrando ao mundo não ter medo de mostrar a sua crença, um gesto simbólico de combate à intolerância religiosa.

O atleta, que está passando as férias no Brasil, e volta para a Alemanha nesta sexta-feira, se emocionou ao ouvir uma mensagem enviada pelo Vasco, clube onde foi revelado, que foi lida pelo vereador Átila Nunes durante a cerimônia. Ao receber a homenagem, o atleta falou da luta pela liberdade religiosa.

“Desde pequeno, eu sempre escutei que a religião afro-brasileira era direcionada para o mal, mas eu tinha exemplos dentro de casa e não era bem assim. Eu segui firme, aprendendo, buscando informação, conhecimento sobre essas religiões as quais eu me sinto muito honrado e muito feliz de cultuar. Hoje, eu fico muito feliz de estar fazendo parte desse momento e espero que a gente continue nessa luta contra o preconceito e contra o racismo religioso”, declarou Paulinho.

Além do jogador, receberam a medalha os carnavalescos da Grande Rio, campeã do Carnaval carioca, Leonardo Augusto Bora e Gabriel Haddad. A escola de Duque de Caxias venceu o Carnaval com o enredo sobre Exu, contribuindo para a luta ao preconceito religioso ao desconstruir a imagem estereotipada do orixá, cultuado por religiões afro-brasileiras.

“É uma forma de reconhecimento pelo trabalho que eles fizeram pela defesa da liberdade religiosa. O gesto de Paulinho no campo, dando visibilidade à sua religião, foi inspirador, pois mostrou que todos podem expressar sua fé sem preconceitos. Este ano também tivemos um desfile histórico na Marquês de Sapucaí, com três escolas do grupo especial contando a história de religiões de matriz afro-brasileira. Com o seu enredo sobre Exu, a Grande Rio contribuiu para desmistificar o preconceito, incentivando um movimento de romper o desconhecimento e ignorância, que levam, em muitos casos, à intolerância religiosa”, afirmou o vereador Átila Nunes.

A bateria da Mocidade Independente de Pasre Miguel, que homenageou Oxossi no seu desfile, fez o esquenta da festa também dedicada ao Carnaval do Axé, sob o comando do mestre Dudu. Ele e o ator Demerson D Álvaro, que interpretou Exu durante o desfile da Grande Rio, também foram homenageados.

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