Capital Fluminense

‘Só queria que meus filhos tivessem onde morar’, diz comerciante que construiu prédio que desabou em Rio das Pedras

Em depoimento, Genivan Gomes Macedo afirmou ainda que trabalhou sozinho na construção do imóvel

Por Tatiana Campbell

Genivan Gomes Macedo, dono prédio que desabou em Rio das Pedras
Genivan Gomes Macedo, dono prédio que desabou em Rio das Pedras (Foto: Reprodução)

Em depoimento aos agentes da 16ª DP (Barra da Tijuca), Genivan Gomes Macedo responsável pela construção do prédio que desabou na madrugada de ontem, em Rio das Pedras, na Zona Oeste, disse que comprou o terreno onde o edifício foi erguido há 25 anos e que fez a construção aos poucos, conforme conseguia pagar pela construção.

No térreo do prédio ficava a lan house, que o filho Nathan Gomes, morto no desabamento, administrava. No primeiro andar moravam Nathan, a mulher, Maria Quiara Abreu, de 26 anos, internada no CTI do Hospital Miguel Couto, em estado grave e instável, e a filha Maitê Abreu, de 2 anos, que também morreu na tragédia.

No segundo andar do prédio não havia morador. No terceiro, ficavam Nataniela Gomes, de 28 anos, internada com quadro de saúde estável no Hospital Municipal Lourenço Jorge, e o marido Jonas de Souza, que recebeu alta. E no quarto andar, morava a ex-mulher, Antônia, que não dormiu em casa por um imprevisto no trabalho, e a filha Tatiana de Souza, que também já recebeu alta.

O comerciante disse que construiu o prédio sozinho e contratou outros profissionais para ajudar. Ele falou ainda que nunca fez uma planta do imóvel e que os ajudantes não eram profissionais especializados.

Ainda em depoimento, Genivan Macedo relatou que há 15 dias uma das filhas alertou que o vidro do terceiro andar havia estourado, mas achou que alguém poderia ter jogado uma pedra.

Nascido no Ceará, Genivan veio para o Rio de Janeiro aos 18 anos de idade e já trabalhou como vigia de obra, vendedor de hambúrguer e de água, até que, a cerca de 3 anos, conseguiu comprar um mercadinho que acabou vendendo recentemente. Segundo o comerciante, a última construção realizada por ele foi há 10 anos.

A Polícia Civil montou uma força-tarefa pra apurar as causas do desabamento. Segundo a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO), Genivan Macedo não tem nenhum envolvimento com o grupo de milicianos que atua na região. Os agentes devem ouvir pelos próximos dias vizinhos e os familiares que já receberam alta do hospital.

Logo após todas as vítimas terem sido tiradas dos escombros, a delegacia da Taquara efetuou a primeira diligência requisitando perícia técnica ao Instituto de Criminalística Carlos Éboli. O trabalho já foi feito no local.

A Prefeitura do Rio segue nesta sexta-feira (04) com o trabalho de remoção dos escombros do imóvel. Ao todo será empregado um efetivo de cerca de 60 pessoas. Seis técnicos da Defesa Civil estão no local dando continuidade às vistorias e auxiliando os moradores na busca de pertences nos imóveis que foram interditados preventivamente. Há previsão de demolição de mais dois prédios.



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