Bienal do Livro

Susana Naspolini fala sobre dor e esperança na Bienal do Livro

Repórter acompanhou a experiência de psiquiátras e de uma juíza de família

Por Monique Guimarães

A jornalista Susana Naspolini mediou a palestra “Entre a dor e a esperança”, na XIX Bienal Internacional do Livro Rio e aproveitou o encontro para falar sobre experiências próprias, como a luta contra o câncer, durante o Café Literário. Também na mesa estavam a juíza Andrea Pachá, cuja obra inspirou a série do Fantástico “Segredos de Justiça”, e os psiquiatras Fábio Barbirato e Gabriela Dias, autores do livro “O menino que nunca sorriu”. Andrea, que foi juíza de família durante quase 20 anos, contou que lidou com, aproximadamente, 20 mil audiências de casais que chegavam no momento limite e só no tribunal encontravam o ambiente para conversar.

“As histórias dos livros nasceram da angústia dela diante da dor inevitável. Eu comecei a reparar na repetição daquelas histórias e compreendi que transformá-las em ficção seria uma maneira de me fazer uma profissional mais generosa”, afirmou. Ainda segundo a juíza, a sociedade em que vivemos, que proibi a infelicidade, o envelhecimento e nega a morte. Por isso, lidar com esses conflitos, próprios da condição humana, a fez perceber que é uma de encarar a fraqueza das pessoas.

Membro da Academia de Psiquiatria Infantil dos Estados Unidos e chefe e fundador do setor de Psiquiatria Infantil da Santa Casa de Misericórdia, Fábio Barbirato falou sobre o desenvolvimento do livro, que, de acordo com ele, foi feito em cima de um estudo que durou 20 anos.

“O quê mais preocupa nos preocupa é quando fazem o diagnóstico da criança por meio de um questionário sem nem vê-la, e vejo muito isso em consultórios. Precisamos olhar os sentimentos dela, porque o que causa a dor, o sofrimento depressivo ou ansioso, são os nossos pensamentos, aqueles que invadem nossas cabeça. É importante não negar, deixar a dor vir, sem evitar, porque, uma hora, ela vai acabar”, afirmou ele.

A doutora Gabriela Dias destacou sobre a dor e a esperança nas famílias e o papel do médico na ajuda para que superem da melhor forma. Ela ressaltou que o grupo sempre se preocupa com o futuro das crianças quando vem o diagnóstico, então, para ela “a esperança no nosso caso vem pra isso, para acolher e mostrar uma esperança real, o que precisa para melhorar, para eles terem mais esperança de um futuro agradável para o filho”.

 

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