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Grávida não consegue atendimento médico ao descobrir que bebê tem hidrocefalia

Jovem, de 19 anos, teve tratamento interrompido em unidade de Nova Iguaçu devido a gravidez de alto risco

Por Diana Rogers

 

A jovem Nicole da Costa Freitas, de 19 anos, grávida de sete meses, está peregrinando por várias unidades de saúde para conseguir consulta de pré-natal. Desde o início da gravidez, ela faz acompanhamento no Posto de Saúde Santa Rita, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. No entanto, na última sexta-feira (06), a unidade fez uma ultrassonografia morfológica que revelou que o bebê de Nicole tem hidrocefalia, ou seja, o cérebro da criança não se desenvolveu de maneira adequada. Por envolver uma gravidez de alto risco, a clínica interrompeu o tratamento da jovem e recomendou que Nicole fosse ao Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, no Flamengo, especializado no caso dela. Chegando ao local, ela não conseguiu atendimento porque não é paciente da unidade e foi orientada a entrar na fila do Sisreg. Nicole afirma que não recebeu sequer um encaminhamento da clínica em Nova Iguaçu e teme pela vida do bebê.

“Me senti desamparada porque eles poderiam, pelo menos, ter ligado, encaminhado, ter dado uma solução. E não ter feito o que fez, porque eu não consigo atendimento em lugar nenhum. Já procurei outras maternidades e todas falam que tem que entrar pela fila e que, talvez, se eu conseguir, só em janeiro. E eu fico com medo de acontecer alguma coisa com o meu bebê porque eu já estou com sete meses”.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Iguaçu disse que Nicole foi inserida no Sistema de Regulação do Estado (Sisreg) para atendimento no Instituto Fernandes Figueira, no Flamengo, especializado no caso dela. No entanto, ainda segundo a secretaria, a previsão de atendimento é de responsabilidade do Instituto.

Apesar da ficha de Nicole indicar que o pré-natal é de alto risco, a Secretaria de Saúde de Nova Iguaçu disse ainda o caso da Nicole não trata-se de uma gravidez de risco e que todos os cuidados estão voltados para o acompanhamento do desenvolvimento do bebê.

Nicole, no entanto, disse que não recebeu nenhum atendimento médico até o momento. Ela afirma que esteve na secretaria, onde foi inserida na fila do Sisreg, e depois pediram para ela aguardar a ligação de um médico, o que ainda não ocorreu.

 

 

 

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