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MP requere que ex-bombeiro ‘Suel’ vá a júri popular pela morte de Marielle

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Força-Tarefa do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado para o caso Marielle Franco e Anderson Gomes (GAECO/FTMA), apresentou alegações finais na ação penal movida contra o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, o “Suel”, para que ele seja julgado por júri popular pela morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Ele também responde pela tentativa de homicídio de Fernanda Gonçalves Chaves e pela receptação do veículo Cobalt usado no crime, ocorrido no dia 14 de março de 2018.

Nas alegações finais, o GAECO/FTMA também requereu a manutenção da prisão preventiva do réu em presídio federal de segurança máxima. Suel é apontado como partícipe do plano do assassinato e por ter monitorado a rotina da vereadora, além de ter ajudado Ronnie Lessa e Élcio Queiroz no desmanche do carro usado no crime e sumiço das cápsulas da munição. Maxwell Simões Corrêa foi preso em 24/07/23, na Operação Élpis, em razão de mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça a pedido pelo MPRJ ao oferecer a denúncia. Suel está preso em uma unidade fora do estado.

O GAECO/FTMA requer que Suel seja julgado pelo Tribunal do Júri e condenado por três homicídios qualificados, dois consumados, todos praticados mediante emboscada. No que se refere à vítima Marielle Franco, a outra qualificação apontada é a motivação torpe e, em relação às vítimas Anderson Gomes e Fernanda Chaves, a prática dos crimes para assegurar a impunidade do assassinato da vereadora.

Outro trecho do documento ressalta que a participação de Suel na empreitada criminosa prosseguiu na medida em que, sempre seguindo plano previamente ajustado entre os envolvidos, “além de fornecer inegável ajuda aos executores para a obtenção de uma nova placa, bem como para a troca, destruição e desaparecimento daquela que anteriormente guarnecia o automóvel, juntamente com algumas das cápsulas dos projéteis, foi ele o responsável por contactar o indivíduo que fez desaparecer o Chevrolet Cobalt utilizado na empreitada”, destaca o GAECO/FTMA.

Relembre o caso

Por volta das nove horas de uma quarta-feira, dois assassinos profissionais num Cobalt prata emparelharam com um Chevrolet branco na Rua Joaquim Palhares, no Estácio, e efetuaram 13 disparos na direção do alvo. Os assassinos eram antigos membros da PMERJ, agora filiados ao escritório do crime, grupo responsável por grande parcela de homicídios que seguiam o mesmo modus operandi no estado do Rio. Era 14 de março em 2018 e a vereadora Marielle Franco havia sido executada junto com seu motorista Anderson Gomes.

Marielle participava de uma roda sobre mulheres negras no poder enquanto os criminosos aguardavam sua saída do estabelecimento, na Lapa, para persegui-la. Hoje, a vereadora é figura incontornável na discussão sobre política e negritude no Brasil, tanto por sua atuação na Câmara de Vereadores, quanto pelo significado simbólico de sua morte.

O nome de Maxwell surgiu depois nas investigações. Ele foi citado pelo ex-PM Élcio de Queiroz em delação premiada com a PF e com o MPRJ, ocasião em que deu detalhes do atentado. Élcio segue preso desde 2019, assim como o ex-policial reformado Ronnie Lessa. Na delação, Élcio confessou que dirigiu o carro usado no ataque e confirmou que Ronnie Lessa fez os disparos. Maxwell teria ajudado a monitorar os passos de Marielle e participado, um dia após o crime, da troca de placas do veículo Cobalt, usado no assassinato, se desfeito das cápsulas e munições usadas, assim como providenciado o posterior desmanche do carro.

A Força-Tarefa para o Caso Marielle e Anderson foi criada no ano de 2021, pelo procurador-geral de Justiça, Luciano Mattos.

O caso Marielle Franco completará seis anos amanhã. Ainda não se conhece o mandante do crime.

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