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Capital Fluminense

Polícia busca informações sobre quarta envolvida no sequestro e morte de idosa no Rio

Diana Regina dos Santos Simões, de 32 anos aparece nas imagens de uma agência bancária onde a vítima foi obrigada a fazer saques

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Polícia busca informações sobre quarta envolvida no sequestro e morte de idosa no Rio

(Polícia busca informações sobre quarta envolvida no sequestro e morte de idosa no Rio/Reprodução PCERJ)

O Portal dos Procurados do Disque Denúncia divulgou nesta segunda-feira (16), um cartaz para ajudar nas investigações da Delegacia de Descoberta de Paradeiros para prender a quarta integrante da quadrilha que sequestrou, roubou e dopou Sônia Maria Pilar da Costa, de 79 anos, em outubro de 2020.

A mulher identificada como Diana Regina dos Santos Simões, mais conhecida como “Dill”, de 32 anos. Ela é quem aparece nas imagens de uma agência bancária onde a vítima foi obrigada a fazer saques.

(Diana que já é considerada foragida da Justiça, possui uma tatuagem no ombro direito escrito “Márcio”.)

(Diana que já é considerada foragida da Justiça, possui uma tatuagem no ombro direito escrito “Márcio”/Reprodução Portal dos Procurados)

Contra Diana Regina, consta um Mandado de Prisão, expedido pela 41ª Vara Criminal da Comarca da Capital, Extorsão. Professora aposentada, a idosa era descendente de portugueses e morava sozinha em uma casa no bairro de Vila Isabel, Zona Norte do Rio. Dona de 20 de imóveis e também herdeira de uma  uma propriedade rural em Portugal , Sônia tinha ao menos R$ 5 milhões no banco, além de dinheiro de aluguéis guardado em um cofre em casa.

Segundo apontou a investigação da Delegacia de Descoberta de Paradeiros, uma das envolvidas no crime, conseguiu se aproximar de Sônia. A amizade aparentemente desinteressada escondia o início de um golpe planejado pela quadrilha que era especializada em roubar idosos que vivem sozinhos e são ricos.

No entanto, para chegar ao dinheiro, os criminosos precisavam controlar a idosa, e ela passou a ser dopada. É o que revelou a investigação da Delegacia de Descoberta de Paradeiros, que descobriu que em um contato para fazer a cobrança de um aluguel, a vítima chegou a passar mal, e foi levada para um hospital.

Na volta para casa, Sônia contou que lembrava de ter assinado uns papéis antes de sair de casa, mas não soube dizer quais. Pouco tempo depois, os vizinhos não a viram mais. Ela desapareceu deixando para trás a casa e os negócios, como nunca tinha feito antes. Mas a cobrança dos aluguéis não parou.

Com a chegada da quadrilha os inquilinos foram obrigados a repassar os valores referentes a cobrança dos aluguéis para uma empresa de advocacia que pertencia ao  José Pinto Soares de Andrade, um dos presos por causa da investigação que descobriu o golpe que resultou na morte de Sônia.

Os criminosos tiraram a vítima de casa e a levaram para um apartamento em Copacabana. Os investigadores afirmam que ela ficou em cárcere privado, sendo dopada diariamente por pelo menos por três semanas e acabou morrendo.

A polícia suspeita que a idosa não aguentou tantos remédios que a mantinham drogada. Após a morte da idosa, a quadrilha preparou então uma última farsa para tentar esconder o óbito de dona Sônia. Para ocultar o corpo, os criminosos a enterraram com outro nome no Cemitério do Caju, Zona Norte.

Uma exumação comprovou se tratar do corpo de Sônia. Até então, três integrantes da quadrilha já haviam sido presos.  Danielle Esteves de Pinho e Andrea da Silva Cristina, além do advogado José Pinto Soares de Andrade. Danielle Esteves conseguiu a revogação da prisão preventiva e está em liberdade.

 

 

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