Brasil

Psicóloga Amanda Fitas explica razão de brigas e discussões terem se tornado tão comuns durante a pandemia

A profissional também ensina como se controlar quando alguém te tira do sério

Por Victor Yemba

(Divulgação)

Na última semana, viralizaram vídeos de confusões com gritos e até agressões físicas. E isso tem sido mais recorrente do que parece.

A psicóloga Amanda Fitas descreveu esses atos, que parecem estar se tornando tão comuns. Para ela, a pandemia do novo coronavírus mexeu com o emocional das pessoas.

“A pandemia foi um evento externo que ninguém se programou. E o ser humano não opera bem na incerteza, na imprevisibilidade. Um evento que, de repente, chacoalha a vida de muitas pessoas, em diversos aspectos; no profissional, nos relacionamentos, na parte financeira. Além disso, também reduz a liberdade, que é muito importante. As pessoas estão com o tempo mais livre e com um maior desconforto emocional. Aí uma pequena coisa pode ser motivo para a pessoa ter um pequeno surto ou um pico de stress, porque, na verdade, está acontecendo várias oscilações mentais. Então, ela acaba descontando em outras pessoas, às vezes na internet, às vezes pessoalmente”.

Amanda também analisou o motivo por trás da necessidade de se sentir superior por causa de sua classe social durante momentos de confrontos proferindo frases como: “eu tenho berço”, “eu sou filho de médico”, “eu tenho educação europeia, sou filha de juiz, de gente poderosa’, etc.

“Na verdade, quando uma pessoa está discutindo, ela está querendo se sobressair em cima de alguém, então ela vai querer mostrar algum valor. Ela vai usar o que ela acredita que considera ter de mais valioso. Se for a profissão, a família dela, a condição financeira, enfim, aquilo que ela acredita ser mais importante para desestabilizar a outra pessoa, no sentido de “sou superior”.Já que o objetivo de uma briga é ganhá-la. Então, ela precisa de atributos, de convencimento, o que acaba sendo bem desagradável. Mas é tudo para se sentir superior e sentir que está vencendo aquela briga”, pontua a psicóloga.

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E como controlar a raiva quando você é provocado? O segredo está em medidas simples, mas que podem fazer a diferença.

“Essa raiva é primitiva. Ela vem de um impulso. Alguém te tirou do sério, essa emoção fica à flor da pele. Então, você vai tentar atacar, às vezes de forma verbal, mas nem sempre. Para você conseguir controlar esse impulso, é necessário sempre racionalizar, respirar fundo, perceber que essa raiva não vai te trazer nenhum benefício. Qual a sua intenção ao atacar alguém? O que você acha que você vai ganhar com isso? Então, é mais um controle mental de pensamentos. Às vezes, recomendo respirar bem fundo. Contar, até 10 mesmo. Isso não é uma expressão errada, realmente ajuda, pois a pessoa sai daquele estado impulsivo de ataque e consegue pensar: qual a intenção, o que de fato ela quer ganhar ou usar melhores argumentos que não precisam ser em forma de ataque. Só o fato dela racionalizar diferente. Parar, pensar, agir de forma madura, ter empatia e etc”, finaliza.

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