Muito antes de colorir os lábios, o batom já despertava fascínio, medo e controvérsia. De símbolo de poder a alvo de perseguições morais, sua trajetória atravessa séculos de julgamentos e a redenção veio com uma gama de cores, texturas e acabamentos.
A história do batom é milenar e repleta de simbolismo, pois reflete poder, status, rebeldia e liberdade, além de sua utilidade estética e de cuidado labial. Seu nome deriva do francês bâton, que significa “bastão”, em referência ao seu formato.
Crédito: pixabayOs primeiros registros de pigmentação labial vêm de dois locais distintos: Mesopotâmia e Egito Antigo. Assim, no Oriente Médio, mulheres moíavam pedras preciosas para colorir os lábios.
Crédito: Imagem de lauravalentini por PixabayNo Egito, homens e mulheres de classes altas usavam pigmentos labiais, como a substância púrpura de Tiro, para denotar status social.
Crédito: imagem de Qijin por PixabayDesse modo, a prática de colorir os lábios passou a ter conotações sociais distintas, dependendo da região onde eram utilizadas. Na Grécia, o batom era associado a cortesãs, enquanto em Roma, era usado para diferenciar as classes sociais.
Crédito: Imagem de Maria por PixabayNa Era Vitoriana, o batom era visto como vulgar e imoral, restrito a atrizes e cortesãs. Apenas em 1884, este objeto, em formato de bastão, começou a ser vendido em Paris.
Crédito: Imagem de MacMonkey por PixabayA partir do século XX, o batom se tornou um símbolo de empoderamento feminino. As sufragistas em Nova York, em 1912, adotaram o batom vermelho como símbolo de rebelião e luta pelo voto feminino.
Crédito: Imagem de Karolina Grabowska por PixabayO cinema popularizou o uso do batom como item de moda. Atrizes como Marilyn Monroe e Elizabeth Taylor contribuíram para consolidá-lo como um ícone de beleza e feminilidade.
Crédito: Imagem de Steve Jang por PixabayNa Segunda Guerra Mundial, o batom vermelho se tornou um símbolo de resistência contra o nazismo, pois Hitler desaprovava o uso de maquiagem.
Crédito: Reprodução/Intl Spy MuseumO batom vermelho foi transformado em um símbolo de coragem, patriotismo e desafio. As mulheres que trabalhavam em fábricas, no front ou nas ruas usavam batom vermelho como um ato de rebelião
Crédito: Imagem de Blanka Marková por PixabayA utilidade do batom vai muito além da estética, carregando significados diversos ao longo da história. Em tempos de crise, ele funciona como um luxo acessível que eleva a moral e a autoestima.
Crédito: Imagem de Adina Voicu por PixabayÉ, portanto, uma forma de expressão da individualidade e personalidade. Além disso, o formato do batom pode indicar determinados traços e momentos, como se a pessoa fosse mais organizada ou mais reservada.
Crédito: Thảo Trần Thị Thanh/PixabayEm diferentes épocas, o batom foi associado à sedução, o que historicamente resultou em sua proibição por instituições que o viam como uma ameaça moral.
Crédito: Imagem de Photostock Editor por PixabayA maioria dos batons modernos contém ingredientes como cera, óleos e silicones, que criam uma camada protetora contra o ressecamento e agentes externos.
Crédito: Imagem de camillaperrucci por PixabayEm 1915, o batom passou a ser vendido em cilindros metálicos que foram inventados por Maurice Levy. As mulheres tinham de deslizar uma alavanca pequena na parte lateral do tubo com a ponta dos seus dedos para deslocar o objeto.
Crédito: Imagem de Ildigo por PixabayO primeiro tubo giratório foi patenteado por James Bruce Mason Jr, em 1923, em Nashville, Tennessee. Dessa forma, como as mulheres começaram a usar batom para fotografias, essa arte ajudou este objeto a ser aceitável entre as mulheres.
Crédito: Imagem de Clamy Cosmetics por PixabayA mídia e a publicidade passaram a associar o batom ao glamour, sensualidade e autoconfiança, consolidando-o como um item essencial na rotina de beleza feminina.
Crédito: Imagem de Romina BM por PixabayA indústria cosmética floresceu, com o surgimento de inúmeras marcas e a introdução de uma vasta gama de cores, texturas, como cremoso, matte, cintilante, e acabamentos, atendendo aos diferentes gostos e tendências de cada década.
Crédito: Divulgação