Achachairu: fruta da Bolívia reúne fibras e uso tradicional como cicatrizante

Nativo da Bolívia, o exótico e desconhecido achachairu foi cultivado há séculos e é considerado uma fruta tradicional no país sul-americano. Ele também pode ser encontrado em algumas áreas do continente, como Colômbia, Equador e Brasil.

Crédito: Reprodução/TV Gazeta

O nome "achachairu" tem origem indígena e significa "beijo de mel" na língua guarani. Foi escolhido para representar uma fruta pequena, com casca laranja e polpa branca e suculenta.

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Em solo brasileiro, produtores do Espírito Santo têm investido no cultivo de frutas exóticas para ajudar a diversificar as culturas alimentícias e gerar fonte de renda. Entre elas, está o achachairu.

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O conceito de fruta exótica se adaptou ao longo do tempo e, atualmente, pode representar aquelas que têm características menos comuns, com cores e sabores diferenciados, e que também costumam ser produzidas em escala menor.

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Na visão dos produtores, lichia, pitaya e mirtilo também já tiveram suas fases de "exóticas", mas hoje já são encontradas com mais facilidade em feiras e supermercados. O achachairu pode passar por um processo semelhante.

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Essa fruta é conhecida pelo sabor doce e levemente ácido, sendo consumida ao natural ou em doces, sucos e sorvetes. Rica em vitamina C e potássio, também contém compostos antioxidantes. Na medicina tradicional, a fruta e a casca são associadas a propriedades cicatrizantes, mas esses efeitos ainda estão em estudo.

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O alimento é conhecido por ser consumido por animais na natureza, o que lhe rendeu o nome popular de "fruta de macaco" em algumas regiões. O achachairu tem um comprimento médio de 4,8 centímetros e largura média de 3,8 centímetros. Seu peso varia entre 15 e 50 gramas, sendo que a média é de 30 gramas.

Crédito: José Urano de Carvalho/Arquivo Pessoal

Sua casca se rompe com certa facilidade. No centro, existem no máximo quatro sementes envolvidas por uma polpa branca. Madura e pronta para consumo, passa a ter a coloração amarelo queimado, próximo ao laranja.

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O fruto (Garcinia humilis) pertence à Clusiaceae, que é uma família botânica que inclui várias espécies de plantas tropicais e subtropicais. Outras frutas conhecidas desta família são a mangostão e o bacupari.

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Uma árvore de achachairu pode chegar a uma largura de copa de 10 metros, com um porte semelhante ao de uma mangueira. Ela se adapta bem a climas tropicais e subtropicais, com boa exposição solar e solos bem drenados.

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Na Bolívia, a produção de um único pé chega a 150 quilos, enquanto em Santa Cruz de La Sierra e de Porongo, se realiza uma feira para celebrar a colheita.

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O fruto possui antioxidantes que ajudam a combater os radicais livres, protegendo as células contra danos associados ao envelhecimento. Estudos também sugerem que compostos presentes no achachairu têm potencial anti-inflamatório, mas seus efeitos em humanos ainda precisam de mais pesquisas para serem confirmados

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Estudos indicam que compostos presentes na casca do achachairu podem favorecer o processo de cicatrização da pele. Essa ação é atribuída a substâncias bioativas, como bioflavonoides e benzofenonas, embora mais pesquisas em humanos ainda sejam necessárias para confirmar esses efeitos.

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O achachairu é uma fonte de fibras, que contribuem para a saúde digestiva ao favorecer o funcionamento regular do intestino. Além disso, contém vitamina C, nutriente que auxilia o funcionamento do sistema imunológico e ajuda o organismo a se defender de infecções.

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