‘Afundador de navios’ se prepara para submergir navio que transportou Marilyn Monroe e Walt Disney

Enquanto a maioria dos engenheiros navais dedica a carreira a manter embarcações flutuando, um norte-americano de 55 anos trilha o caminho inverso.

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Há mais de 20 anos, o ex-militar da Marinha dos Estados Unidos, Tim Mullane, trabalha em uma profissão raríssima: ele é um “afundador profissional de navios”.

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Ele se especializou em transformar grandes embarcações fora de uso em recifes artificiais, unindo preservação ambiental e estímulo ao turismo subaquático.

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Atualmente, Mullane coordena o projeto mais ambicioso de sua trajetória: o afundamento do lendário SS United States.

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Com quase 300 metros de comprimento, o navio deverá se tornar o maior recife artificial do mundo e atrair mergulhadores, impulsionando a economia local.

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Os planos são de afundá-lo no Golfo do México, próximo à cidade de Destin, no condado de Okaloosa, na Florida.

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O transatlântico já transportou ícones como Marilyn Monroe, Walt Disney, Salvador Dali e Bill Clinton.

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Mullane é só um entre 12 especialistas em afundar navios nos Estados Unidos e atua com uma equipe de mais de 30 pessoas.

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O navio que vai ser afundado precisa passar por uma limpeza minuciosa, retirada de equipamentos, eliminação de fluidos e raspagem de tintas tóxicas para evitar qualquer impacto ambiental.

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O desafio maior é fazer a embarcação afundar em posição vertical, como se ainda estivesse navegando.

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A intenção é garantir o apelo turístico de mergulhadores que possam visitar o navio nas profundezas futuramente.

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Segundo ele, a chegada do navio ao fundo — a 54 metros de profundidade — deve levar cerca de 45 minutos, após algumas horas de inundação gradual.

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Mullane deve ser o último a deixar o navio, já que é ele quem irá opera as válvulas que permitirão a entrada de água.

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O caso chama atenção também pela história da embarcação escolhida. Lançado em 1952, o SS United States foi um dos mais luxuosos e velozes transatlânticos já construídos nos Estados Unidos.

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O navio foi “aposentado” em 1969 com a popularização das viagens aéreas, mas até hoje detém o recorde da travessia mais rápida do Atlântico.

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A embarcação cruzou o oceano a uma velocidade média de 66 km/h, marca considerada impressionante até para os dias atuais.

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O feito garantiu ao SS United States a prestigiada “Blue Riband” (“Fita Azul”), honraria que seguirá com o navio até o fundo do mar.

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