Almir Mavignier ganha três exposições simultâneas em São Paulo

O artista plástico Almir Mavignier, um dos pioneiros da arte concreta brasileira, está sendo homenageado com três exposições simultâneas em São Paulo. Nascido no Rio de Janeiro e radicado na Alemanha desde os anos 1950, Mavignier construiu uma carreira internacional marcada por obras abstratas baseadas em padrões geométricos, ilusões de ótica e na repetição de pontos coloridos. Apesar do reconhecimento no exterior, especialmente na Europa, sua produção permaneceu menos conhecida do público brasileiro.

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A principal mostra acontece na Galeria Dan Contemporânea e reúne dezenas de obras de diferentes fases da carreira do artista. Entre os destaques estão obras produzidas quando ele trabalhou ao lado da psiquiatra Nise da Silveira no hospital psiquiátrico Engenho de Dentro, antes de sua mudança para a Alemanha. Foi durante seus estudos na Escola Superior da Forma de Ulm, onde teve contato com o artista e designer Max Bill, que Mavignier consolidou sua linguagem abstrata, baseada em sistemas geométricos e em pequenas interferências que introduziam elementos de acaso em composições rigorosamente planejadas.

Crédito: Almir Mavignier - Reprodução site mavignier.com

Outras duas exposições complementam a homenagem. Na Unibes Cultural, cerca de 50 "docugrafias" apresentam reproduções digitais de obras inacessíveis ou pertencentes a coleções privadas, enquanto a Galeria Paulo Kuczynski exibe trabalhos adquiridos ao longo dos anos na Alemanha, incluindo algumas de suas primeiras experiências com a técnica dos pontos.

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Conheça mais, a seguir, sobre a trajetória de Almir Mavignier. Nascido no dia 1 de maio de 1925 no Rio de Janeiro, ele foi um artista gráfico alemão de origem brasileira conhecido por ser um dos pioneiros da arte concreta e da abstração geométrica. Ele teve uma carreira brilhante na Europa, onde se naturalizou alemão e trabalhou com grandes nomes da arte moderna.

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Considerado um dos grandes nomes da arte concreta e da arte gráfica do século 20, Mavignier deixou um legado que influenciou gerações de artistas e antecipou conceitos visuais associados à era digital.

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Almir Mavignier concluiu o ensino médio em 1946 e iniciou sua formação artística no Rio de Janeiro sob a orientação do artista húngaro Árpád Szenes. Três anos depois, fez sua primeira obra abstrata. Além disso, entre 1946 e 1951, foi diretor e cofundador do ateliê de arte do Centro Nacional de Psiquiatria Pedro II, localizado no Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro.

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Em 1951, realizou sua primeira exposição individual no Museu de Arte Moderna de São Paulo. No mesmo ano, se mudou para Paris. A partir de 1952, passou a se dedicar intensamente à arte concreta. Em 1953, se mudou para Ulm, na Alemanha, onde estudou até 1958 na Hochschule für Gestaltung, no Departamento de Design Visual, onde teve como professores nomes como Max Bill e Josef Albers.

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Durante esse período, desenvolveu diversos trabalhos que se tornaram marcas de sua carreira. Em 1954 ele criou seu primeiro "point pictures", em 1955, seu primeiro "Rasterstrukturen". A partir de 1956, ele criou as imagens de arte óptica, de 1957 ele também fez quadros monocromáticos.

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Em 1958, Almir Mavignier iniciou uma colaboração com os artistas do grupo "ZERO", um dos movimentos mais influentes da arte europeia no período pós-guerra. No ano seguinte, estabeleceu seu próprio estúdio na cidade de Ulm, na Alemanha, e passou a atuar como designer gráfico independente.

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Entre 1960 e 1961, participou da organização e da curadoria da exposição "Neue Tendenzen", realizada em Zagreb, na então Iugoslávia. Em 1964, foi convidado a participar da "documenta III", uma das mais importantes exposições de arte contemporânea do mundo, realizada em Kassel, na Alemanha.

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No ano seguinte, Almir Mavignier assumiu o cargo de professor na "Staatliche Hochschule für Bildende Künste", em Hamburgo, na Alemanha. Em 1968, fundou seu estúdio na cidade e voltou a integrar a "documenta", participando do evento pela segunda vez.

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Além de sua produção artística, Mavignier construiu uma carreira de sucesso como designer gráfico. Ao longo de sua trajetória, criou mais de 200 cartazes, principalmente destinados à divulgação de exposições e eventos culturais. O artista plástico e designer brasileiro morreu em 3 de setembro de 2018, aos 93 anos, em Hamburgo, na Alemanha, em decorrência de complicações causadas por um tumor cerebral.

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