Antigo centro do poder colonial: palácio histórico de Salvador virará hotel de R$ 250 milhões e 90 suítes de ultraluxo

Sede do poder político colonial em Salvador desde o século 16, o emblemático Palácio Rio Branco passará por um ambicioso projeto de restauração e adaptação comercial. Com investimentos previstos na casa dos R$ 250 milhões, o monumento abrigará o Hotel Allard, um empreendimento de alto padrão com 90 acomodações exclusivas.

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A autorização para o começo das obras ocorreu em 1º de junho de 2026, com prazo contratual de até 36 meses para a conclusão. Apesar da mudança de finalidade, o edifício continuará pertencendo ao Estado da Bahia, que concedeu sua exploração comercial à iniciativa privada por 35 anos.

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A história do local começou em 1549, quando Tomé de Sousa ordenou a construção da primeira Casa dos Governadores, então feita com taipa de pilão. Ao longo dos séculos, sucessivas reformas alteraram a estrutura até formar o conjunto arquitetônico conhecido hoje.

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Entre 1549 e 1763, período em que Salvador foi a capital colonial, o endereço ocupou uma posição estratégica nas decisões administrativas do território português. A construção também teve usos diversos e já funcionou como residência oficial, sede administrativa, quartel e prisão.

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Personalidades como Dom João VI e Dom Pedro II passaram pelo local durante visitas à Bahia, enquanto o palácio também esteve ligado a momentos de tensão política, como a Sabinada. Em 1912, o prédio sofreu um dos episódios mais dramáticos de sua história, quando um bombardeio em Salvador atingiu suas instalações durante uma crise política.

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O ataque provocou um incêndio e deixou o imóvel quase totalmente destruído, além de causar a perda de parte de seu acervo histórico e bibliográfico. A reconstrução terminou em 1919, quando o edifício ganhou características que marcariam sua aparência ao longo do século 20 e recebeu o nome Palácio Rio Branco.

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O imóvel permaneceu associado ao Governo da Bahia até 1979, quando deixou de exercer a função de principal sede administrativa estadual. Agora, o projeto hoteleiro pretende adaptar esse patrimônio sem concentrar todas as acomodações dentro da construção histórica.

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Das 90 suítes previstas, apenas 27 ficarão no palácio, enquanto as outras 63 ocuparão uma nova estrutura anexa. O complexo também terá piscina com vista para a Baía de Todos-os-Santos, spa, academia e três restaurantes. Com cerca de 6 mil metros quadrados de área construída, o palácio ocupa uma posição privilegiada na Praça Tomé de Sousa, próximo ao Elevador Lacerda.

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A obra deve gerar aproximadamente 2,5 mil empregos durante sua implantação e poderá criar centenas de postos após a abertura do hotel. Embora o prazo máximo aponte para junho de 2029, os responsáveis pelo projeto estimam concluir os trabalhos entre 18 e 24 meses, o que permitiria uma inauguração por volta de 2028.

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