A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma regulamentação histórica que autoriza o cultivo de Cannabis sativa no Brasil para fins medicinais e de pesquisa.
A medida atende a uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) feita em 2024 e representa uma mudança importante no marco regulatório.
Crédito: Marcello Casal Jr/Agência BrasilAntes, a legislação autorizava apenas a manipulação, o registro e a venda de produtos à base de cannabis, obrigando a importação da planta ou de seus extratos, o que dificultava pesquisas científicas e encarecia o mercado.
Crédito: Freepik/jcompCom as novas normas, a produção deverá se limitar a plantas com teor de THC de até 0,3%, consideradas não psicotrópicas.
Crédito: 7raysmarketing por PixabayAlém disso, todos os insumos usados no cultivo precisarão estar previamente registrados no Ministério da Agricultura.
Crédito: Carlos Silva/MapaInstituições de ensino e pesquisa, indústrias farmacêuticas e órgãos públicos poderão desenvolver estudos, desde que cumpram exigências rigorosas de segurança.
Crédito: Alissa De Leva por PixabayAlgumas dessas exigências incluem a inspeção prévia das instalações, barreiras físicas e vigilância permanente.
Crédito: Richard T/UnsplashContudo, os produtos obtidos a partir desses projetos não poderão ser vendidos ou doados.
Crédito: Julia Teichmann/PixabayTambém foram criadas regras específicas para associações de pacientes (pessoas jurídicas) que produzem derivados de forma exclusiva para seus associados.
Crédito: CannabisVera/PixabayAlém disso, a cannabis passou a incorporar oficialmente a lista de substâncias sob “controle especial” no país.
Crédito: Erin Stone/PixabayTambém fazem parte desta lista entorpecentes, psicotrópicos e precursores químicos.
Crédito: Markus Spiske/UnsplashEspecialistas afirmam que a nova regulamentação tende a destravar o desenvolvimento de medicamentos nacionais.
Crédito: Domenico Marcozzi/PixabayUm exemplo é que, com as novas regras, fica permitida a venda do canabidiol em farmácias de manipulação.
Crédito: Reprodução/TV GloboAlém da via oral e inalatória, foram liberadas as formas bucal, sublingual e dermatológica.
Crédito: FreepikPacientes com doenças debilitantes graves agora podem utilizar produtos com concentração de THC acima de 0,2% (antes restrito a casos terminais).
Crédito: freepik jcompHá ainda a expectativa de queda nos preços para pacientes e para o SUS, já que a produção nacional pode diminuir a dependência de importações e enfraquecer o mercado ilegal.
Crédito: cytis/PixabayVale ressaltar que permanece proibido o plantio de cannabis para uso recreativo e pela população em geral.
Crédito: Julia Teichmann/PixabayEm relação à cannabis de Alto Teor — ou seja, com THC maior do que 0,3% —, o cultivo fica restrito exclusivamente a pesquisas científicas e ambientes experimentais.
Crédito: Rex Medlen/Pixabay