Após ataques de tubarão em série, autoridades mandam fechar praias na Austrália

As autoridades da Austrália emitiram um alerta após uma sucessão inédita de ataques de tubarão no litoral leste do país.

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Em um intervalo de apenas dois dias, quatro incidentes foram registrados, concentrados principalmente na região de Sydney.

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A gravidade e a repetição dos casos levaram ao fechamento preventivo de diversas praias e a recomendações para que a população se mantivesse fora do mar.

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O primeiro ataque ocorreu na tarde de 18 de janeiro, quando um adolescente que tinha entre 12 e 13 anos foi mordido nas pernas enquanto nadava com amigos no leste de Sydney.

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Ele sofreu ferimentos graves e foi socorrido em estado crítico.

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No dia seguinte, um menino de 11 anos escapou sem ferimentos após um tubarão morder sua prancha durante uma sessão de surfe.

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Horas depois, ainda na mesma noite, o surfista André de Ruyter, de 27 anos, foi atacado na praia de Manly e teve a perna ferida. Ele sofreu lesões graves.

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O quarto caso aconteceu na manhã do dia 20, quando um surfista de 39 anos caiu da prancha após a aproximação de um tubarão na região de Point Plomer. Ele teve apenas ferimentos leves.

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A sequência de casos fez com que a Surf Life Saving New South Wales decidisse interditar dezenas de praias.

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A orientação foi para que banhistas evitassem entrar nas águas do norte de Sydney por ao menos 48 horas.

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Especialistas acreditam que os ataques tenham sido provocados por tubarões-cabeça-chata, espécie conhecida pela agressividade.

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Fatores ambientais, como o aumento da temperatura do mar e chuvas intensas que atraíram presas para a costa, teriam contribuído para a presença desses animais próximos às áreas de banho.

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A situação é considerada “sem precedentes” pela Surf Life Saving NSW, especialmente por ocorrer meses após a morte trágica de Mercury Psillakis na mesma área.

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O tubarão-cabeça-chata é uma das espécies mais temidas dos oceanos. Eles podem ultrapassar 3 metros de comprimento e pesar mais de 200 kg.

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Sua principal característica é a capacidade rara de viver tanto em água salgada quanto em água doce, sendo encontrado também em rios e estuários.

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Além disso, os cabeças-chata são extremamente territoriais e imprevisíveis, características que contribuem para seu alto número de incidentes com humanos.

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Para mitigar riscos, a Austrália é um dos países que mais investem em sistemas avançados de monitoramento, com drones para vigiar áreas de banho e redes de proteção.

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O país também faz uso das chamadas “smart drumlines”, armadilhas inteligentes que capturam tubarões e alertam autoridades para que eles sejam soltos em alto-mar.

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