Após desaparecer durante passeio de moto aquática e ficar 42 horas à deriva em alto-mar, mulher é resgatada em Ilhabela

A jovem Bruna Damaris Sant’anna da Silva, de 26 anos, que estava desaparecida após um passeio de moto aquática em Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo, foi encontrada com vida na manhã do dia 26 de maio. Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), ela foi localizada por pescadores após passar cerca de 42 horas à deriva no mar. A mulher estava confusa, com frio intenso e pediu água assim que foi retirada da mar. "A gente enrolou ela com uma coberta. As mãos e os pés já estavam enrugados de muito tempo na água”, contou Alex Quintino à Rede Vanguarda, afiliada da Rede Globo.

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Bruna foi achada na região próxima ao Canal de São Sebastião e à Ilha de Búzios. O resgate aconteceu quando a família de pescadores do barco “Pôr do Sol Dois”, do Quilombo de Caçandoca, em Ubatuba, realizava uma pescaria no local. Segundo os pescadores, ao perceber a embarcação, a mulher começou a acenar pedindo ajuda. A família considera o resgate um milagre, já que a correnteza estava levando a jovem para longe da costa.

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Segundo apuração do g1, após ser resgatada, Bruna recebeu atendimento do GBMar e foi levada ao Hospital Municipal Governador Mário Covas Júnior, onde chegou com quadro de hipotermia grave, mas consciente. Horas depois, apresentou melhora clínica e deixou a UTI. Bruna havia desaparecido no dia 24 de maio junto com Dheoge Pereira Bernardino, de 28 anos, após saírem de moto aquática durante uma confraternização em uma lancha na Praia Ponta das Canas, no sul de Ilhabela.

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De acordo com os bombeiros, os dois deixaram a embarcação por volta das 16h sem informar o destino. Na manhã do dia seguinte, a moto aquática usada pelo casal foi encontrada à deriva em alto-mar, a aproximadamente 22 quilômetros do ponto onde foram vistos pela última vez. As equipes de resgate continuam as buscas por Dheoge, que até a tarde do dia 27/05 ainda não tinha sido localizado.

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Popularmente conhecidas como jet skis, as motos aquáticas se transformaram em símbolos de lazer e aventura em praias e rios ao redor do mundo. O veículo surgiu na década de 1970 e ganhou popularidade pela facilidade de condução e pela capacidade de alcançar altas velocidades sobre a água.

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Equipadas com motores potentes e sistemas de propulsão a jato, essas embarcações conseguem ultrapassar facilmente os 80 quilômetros por hora, o que exige preparo técnico, atenção constante e respeito às regras de navegação. No Brasil, a condução de motos aquáticas requer habilitação náutica específica emitida pela Marinha, além do uso obrigatório de colete salva-vidas para todos os ocupantes.

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Mesmo com regras rígidas, acidentes continuam relativamente comuns, sobretudo por imprudência, excesso de velocidade, consumo de álcool ou desrespeito às condições do mar. Diferentemente de barcos maiores, as motos aquáticas têm menor capacidade de proteção contra ondas fortes, ventos intensos e mudanças repentinas no clima.

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Em mar aberto, correntes marítimas podem afastar rapidamente a embarcação da costa, dificultando o retorno e complicando operações de resgate. Se ocorrer uma pane mecânica ou o combustível acabar em regiões de mar aberto, o jet ski perde totalmente a capacidade de manobra e fica à mercê das correntes marítimas e dos ventos fortes.

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Sem tração motora, um veículo leve desse porte deriva com rapidez, o que afasta os ocupantes da costa e dificulta a localização visual por equipes de salvamento. Por esse motivo, especialistas recomendam que os navegantes nunca saiam sozinhos, evitem o período noturno e sempre informem o roteiro planejado a pessoas em terra firme antes da partida.

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Especialistas também alertam para colisões com outras embarcações, banhistas e estruturas costeiras, já que muitos condutores subestimam a velocidade do veículo. Apesar dos perigos, o setor cresce constantemente, impulsionado pelo turismo náutico e pela busca por esportes de aventura.

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Fabricantes investem em tecnologias de estabilidade, controle eletrônico e sistemas de emergência para aumentar a segurança dos usuários. Há ainda modelos voltados para pesca, patrulhamento marítimo e salvamento aquático, utilizados por bombeiros e equipes de resgate em diversas partes do mundo.

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Além da diversão, as motos aquáticas passaram a integrar atividades esportivas profissionais, com competições de velocidade, manobras radicais e corridas de longa distância. O veículo representa hoje uma mistura de esporte, turismo e tecnologia, mas exige preparo, cautela e respeito ao ambiente marítimo para evitar tragédias.

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