Após grave lesão cervical por conta de golpe proibido, atleta de jiu-jítsu inicia recuperação em casa

A recuperação do lutador Willian Hiroyuki Masuda, conhecido como "Kabuto", começou após semanas de internação por uma grave lesão na coluna cervical durante uma competição de jiu-jítsu em Londrina, no norte do Paraná. A história dele ganhou os noticiários pelo Brasil e causou comoção.

Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Em uma entrevista ao Fantástico, exibida no dia 11 de outubro, ele relatou as dificuldades que enfrenta desde o acidente, ocorrido em 22 de agosto, e a expectativa de retomar parte da autonomia. Em casa, o atleta precisa de acompanhamento médico, sessões de fisioterapia e adaptações no ambiente familiar para atender às suas necessidades.

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O imóvel já passava por reformas antes do episódio, mas as mudanças se tornaram indispensáveis diante das limitações físicas que surgiram após a luta. O acidente aconteceu durante uma disputa da categoria absoluto, na qual competidores de diferentes faixas de peso podem se enfrentar.

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No confronto com Juliano Di Pelli Machado, Kabuto foi atingido por um movimento conhecido como "bate-estaca", proibido pelas regras da modalidade. “Antes de eu poder deslizar por baixo, do nada, eu apaguei. Quando vi, eu estava com o meu corpo jogado no chão, sem poder mexer nada do corpo", relembrou.

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A queda provocou uma luxação entre a quinta e a sexta vértebras do pescoço, além de compressão do canal medular e danos graves à medula espinhal. Desde então, ele enfrenta perda de força e dificuldades motoras, sobretudo nas mãos e nas regiões abaixo do pescoço.

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"É um dia de cada vez. Mas não vou negar que tem dias que são difíceis", desabafou o lutador. As imagens do combate circularam amplamente nas redes sociais e chamaram a atenção do promotor Renato Castro, que também pratica jiu-jítsu. Ao considerar que o movimento poderia configurar crime, ele comunicou o caso à polícia, que abriu uma investigação.

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Segundo o delegado Roberto Fernandes, dez testemunhas já prestaram depoimento, e nove delas apontaram que o golpe responsável pela lesão era proibido no esporte. A apuração também examina a possibilidade de dolo eventual, hipótese em que alguém assume o risco de provocar um resultado grave.

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A organização do torneio afirma que a competição respeitou as normas da Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu (CBJJ) e defende a atuação do árbitro, que acionou a equipe de primeiros socorros e desclassificou o adversário após o ocorrido.

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Kabuto afirma que permaneceu consciente após a queda e recorda que o adversário não disse nada naquele momento. O advogado de Juliano declarou que seu cliente procurou o professor de Kabuto e se colocou à disposição para ajudar, embora tenha preferido "esperar o melhor momento" para oferecer auxílio.

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