Embora sejam parte da cultura do Carnaval de rua no subúrbio do Rio de Janeiro, não é de hoje que os bate-bolas têm gerado preocupação junto às autoridades do estado.
Uma proposta do deputado estadual Dionísio Lins prevê que esses grupos passem a se cadastrar na Secretaria de Estado de Turismo e nos batalhões da Polícia Militar.
Crédito: DivulgaçãoA medida será encaminhada ao governador Cláudio Castro. O pedido vem após a prisão de 61 pessoas armadas e fantasiadas na Avenida Brasil, na noite do dia 16 de fevereiro.
Crédito: Divulgação/PMERJO cadastro exigiria dados pessoais de todos os integrantes e deverá ser feito com pelo menos 15 dias de antecedência a cada apresentação.
Crédito: Reprodução/Redes SociaisO objetivo é reforçar a segurança e facilitar a identificação dos responsáveis por cometer crimes durante o Carnaval.
Crédito: Reprodução/TV GloboO grupo preso na Avenida Brasil saiu de Nilópolis, na Baixada Fluminense, com destino ao Complexo da Penha.
Crédito: montagem/reproduçãoO episódio reflete o problema da infiltração de criminosos que utilizam o disfarce para confrontos entre grupos rivais.
Crédito: THmcdias/Wikimedia CommonsTambém nesse Carnaval de 2026, um homem de 48 anos foi baleado e morreu após uma confusão envolvendo grupos fantasiados de bate-bolas, que culminou em uma troca de tiros.
Crédito: ReproduçãoA tragédia aconteceu em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Fábio Pereira Rangel estava acompanhado do filho, de apenas quatro anos, e acabou atingido ao tentar conter a briga.
Crédito: Montagem/ReproduçãoEle chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos.
Crédito: Wikimedia Commons/Fernando FrazãoA tradição dos bate-bolas, também conhecidos como Clóvis, é uma das manifestações culturais mais autênticas do subúrbio, da Zona Oeste e da Baixada do Rio de Janeiro.
Crédito: Reprodução/Redes SociaisLonge do glamour dos desfiles da Sapucaí, essa prática representa a essência do Carnaval de rua periférico.
Crédito: Reprodução/Redes SociaisOs grupos desfilam pelas ruas com fantasias coloridas, máscaras e bolas presas a bexigas ou bastões, que batem no chão para anunciar sua passagem.
Crédito: Reprodução/Redes SociaisA origem dos bate-bolas remonta ao início do século 20, com influências de personagens mascarados da Europa, como os arlequins.
Crédito: Imagem de Steph684 por PixabayAs fantasias variam de acordo com o estilo do grupo, podendo incluir macacões coloridos, capas ou sombrinhas.
Crédito: Reprodução/Redes SociaisAs máscaras podem ser de plástico ou fibra com expressões caricatas e até referências a personagens da cultura pop.
Crédito: Flickr - Ratao DinizA produção é levada a sério: muitos grupos passam o ano inteiro planejando temas, confeccionando figurinos e organizando a “saída oficial”.
Crédito: Flickr - Ratao DinizApesar dos casos de violência, em 2012 os bate-bolas foram reconhecidos como Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro.
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