O município de Araruama (RJ) tornou obrigatória na rede municipal a disciplina de Educação Étnico Racial e dos Povos Originários. Segundo informações da Secretaria Municipal de Educação, a medida torna a cidade a primeira do país a incluir o conteúdo no currículo escolar.
A iniciativa segue diretrizes previstas em leis federais, que tratam do ensino da história e cultura afro brasileira e indígena. Conforme relatado pela secretaria ao anunciar o projeto, a disciplina será integrada à carga horária já existente.
Crédito: Divulgação/Prefeitura de AraruamaEla será ministrada por profissionais da rede capacitados em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro. A proposta busca ampliar o contato dos estudantes com temas ligados à diversidade cultural e à formação histórica do Brasil.
Crédito: Divulgação/Prefeitura de AraruamaE falando na luta antirracista, Jesse Owens conquistou quatro medalhas de ouro em plena Alemanha Nazista. Adolph Hitler, aliás, havia planejado as Olimpíadas de Berlim-1936 em meios aos discursos sobre a suposta supremacia ariana.
Crédito: Domínio PúblicoDiante de uma plateia nazista, Owens brilhou com coragem e talento. Hitler não o cumprimentou formalmente, mas o atleta americano chegou a relatar que o líder nazista acenou discretamente ao vê-lo passar.
Crédito: Dominio Público - Wikimédia CommonsJesse Owens, contudo, declarou que sua maior decepção foi a falta de felicitações por parte do então presidente americano Franklin Roosevelt, que não mandou sequer um telegrama. Com as medalhas, ele foi saudado nas ruas, mas, ao se hospedar no hotel, teve que usar o elevador de serviço. Morreu de câncer aos 66 anos.
Crédito: DivulgaçãoA luta contra o racismo envolve cada vez mais pessoas, conscientes de que não basta não discriminar. É necessário denunciar a intolerância, pois racismo é crime. Veja lideranças que, além de Owens, também marcaram a história nessa batalha.
Crédito: FreepikMartin Luther King Jr (1929-1968) – Mesmo sendo combatido e até preso pelos protestos contra o racismo, promoveu diversas manifestações. Na mais famosa dela, proferiu a frase “Eu tenho um sonho” no antológico discurso aos pés do Memorial de Lincoln, em 1963.
Crédito: Reprodução do Site ipiracity.comEm 4/4/1968, King estava na varanda do hotel quando foi baleado por James Earl Ray, condenado a 100 anos de prisão pelo crime. Em 1999, autoridades concluíram que o assassinato foi planejado por membros da máfia e do governo americano.
Crédito: Embaixada e Consulado dos EUA no BrasilRosa Parks (1913-2005) – Símbolo do movimento negro nos Estados Unidos, ficou famosa em 1/12/1955 quando se recusou a ceder seu lugar num ônibus para um branco. Seu gesto foi o estopim para o boicote aos ônibus.
Crédito: Reprodução do site belezablackpower.com.brMalcolm X (1925-1965) – Revoltado com o assassinato do pai e violências sofridas pela mãe, Malcolm era radical. Defendia o Nacionalismo Negro nos Estados Unidos. Fundou a Organização para a Unidade Afro-Americana, de inspiração separatista. Convertido ao Islã, foi morto por muçulmanos extremistas.
Crédito: Reprodução do site hipeness.com.brNelson Mandela (1918-2013) – Advogado sul-africano, é considerado o mais importante líder da África Negra. Passou 27 anos na prisão, em Robben Island (sua cela hoje é ponto turístico) e foi libertado em 1990, após uma campanha internacional.
Crédito: Reprodução do Site One.org/international/blogRon Stallworth – Nascido em 18 de junho de 1953. Primeiro policial negro de Colorado Springs, no Colorado. Trabalhou infiltrado na Ku Klux Klan (grupo que matava negros) no fim dos anos 70, fingindo ser branco por telefone. Sua história inspirou o filme “Infiltrado na Klan”.
Crédito: Reprodução do site aventurasnahistoria.uol.com.br - Wikimédia CommonsAlice Walker – Escritora americana, nascida em 9/2/1944, é uma das vozes mais ativas na luta contra a discriminação. Penou para estudar por causa da segregação. Ganhou o Prêmio Pulitzer (1983) pelo livro “A Cor Púrpura”, que inspirou o filme homônimo, de Steven Spielberg, estrelado por Whoopi Goldberg.
Crédito: Reprodução do site blog.oup.comKoffi Annan (1938-2018) – Diplomata ganês, secretário-geral da ONU (1997-2006). Nobel da Paz em 2001 por criar o Fundo Global de Luta contra Aids, Tuberculose e Malária, para países em desenvolvimento. Ligado a instituições voltadas para o bem coletivo, em âmbito global.
Crédito: Reprodução do Instagram @kofiannanAngela Davis – Professora e filósofa americana, 26/1/1944, alcançou notoriedade nos anos 1970 como integrante do Partido Comunista dos Estados Unidos e do grupo Panteras Negras, que monitorava a ação policial na Califórnia e era considerado uma “ameaça à ordem urbana” pelo FBI.
Crédito: Reprodução do site blogdoims.com.brBarack Obama – Político e advogado americano, nascido em 4/8/1961, foi o 44º presidente americano (2009-2017). 1º negro a presidir o país. Nobel da Paz em 2009. Democrata, foi Senador. Sancionou lei também contra o preconceito de gênero.
Crédito: Reprodução do Instagram @barackobamaElizabeth Eckford – Nascida em 1941, foi uma das primeiras negras a frequentar escola para brancos. Sua imagem ao chegar ao colégio, perseguida e hostilizada por brancas, se cristalizou na simbólica foto de Will Counts, que teve grande repercussão.
Crédito: Reprodução do site jornalggn.com.brNina Simone (1933-2003) – Cantora e pianista americana. Por ser negra, foi impedida de ingressar no Instituto de Música quando jovem. Ganhou espaço em bares, misturando arte e ativismo. Sua canção “Mississippi Goddamn” tornou-se hino negro. Ela cantou no enterro de Martin Luther King.
Crédito: Reprodução do Twitter @mefeaterAbdias Nascimento (1914-2011) – Ator, escritor e professor paulista. Indicado ao Nobel da Paz em 2010. Fundou, idealizou ou integrou várias instituições de defesa dos direitos humanos. Professor emérito na Universidade do Estado de Nova York, em Buffalo.
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