Artes visuais, dança, música e teatro terão aulas específicas nas escolas brasileiras; entenda mudança aprovada pelo MEC

As escolas brasileiras terão de mudar a forma como oferecem aulas de artes nos próximos anos. Isso porque o ministro da Educação, Leonardo Barchini, homologou, no dia 17 de agosto, novas diretrizes que passam a tratar artes visuais, dança, música e teatro como áreas específicas de ensino.

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A medida vale para instituições públicas e privadas, do ensino fundamental ao médio, e complementa as orientações da Base Nacional Comum Curricular. Até agora, as quatro linguagens costumavam aparecer reunidas em uma disciplina única, chamada apenas de "ensino da arte".

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Com a nova regulamentação, cada área deverá contar com espaço próprio na formação dos estudantes. A mudança foi elaborada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e pretende corrigir uma interpretação da legislação que, segundo o órgão, acabou permitindo uma abordagem genérica das diferentes linguagens.

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A partir de 2036, cada etapa do ensino fundamental e do ensino médio deverá oferecer pelo menos duas das quatro áreas artísticas. A orientação também prevê que as disciplinas façam parte do calendário durante todo o ano letivo e tenham no mínimo um tempo curricular de cada disciplina.

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Outro ponto importante envolve a formação dos professores responsáveis pelas aulas. As redes de ensino terão de adaptar, de forma gradual, seus processos de contratação para priorizar profissionais com licenciatura na área que irão lecionar.

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Assim, as aulas de música deverão ficar sob responsabilidade de docentes especializados em música, enquanto artes visuais, dança e teatro seguirão o mesmo princípio. De acordo com o CNE, a separação pretende valorizar as características próprias de cada linguagem e contribuir para uma formação mais ampla dos alunos.

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A implementação, porém, dependerá de mudanças nas redes de ensino, contratação de profissionais e adequação da infraestrutura das escolas. O MEC terá 180 dias para apresentar um plano de apoio técnico e financeiro a estados e municípios. Depois disso, as redes públicas terão mais 180 dias para alterar e atualizar suas normas.

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O cronograma prevê uma adaptação progressiva até o prazo final, em 2036. O CNE também destaca a necessidade de formação continuada, recursos e estrutura adequada para que as novas regras saiam do papel. A proposta é ampliar o contato dos estudantes com diferentes formas de expressão artística e garantir acesso mais abrangente ao ensino de artes nas escolas brasileiras.

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