Audrey Hepburn será interpretada por Lily Collins em um novo filme que contará os bastidores do clássico “Bonequinha de Luxo”. Collins também será produtora do longa, que está em desenvolvimento há mais de dez anos. A produção do filme está sendo feita pela Imagine Entertainment em parceria com a Case Study Films, produtora de Collins.
O filme será baseado no livro “Fifth Avenue, 5 A.M.”, de Sam Wasson, que relata como o clássico lançado em 1961 foi realizado e contextualiza a Nova York do fim dos anos 1950. A obra também analisa o impacto da personagem Holly Golightly no cinema e na cultura da época.
Crédito: DivulgaçãoDirigido por Blake Edwards e adaptado do livro de Truman Capote, “Bonequinha de Luxo” recebeu cinco indicações ao Oscar e venceu nas categorias de Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original. Em 2012, foi incluído no National Film Registry dos Estados Unidos, programa da Biblioteca do Congresso criado em 1988 que seleciona, anualmente, 25 filmes americanos considerados “cultural, histórica ou esteticamente significativos”.
Crédito: DivulgaçãoAntes desse filme, Hepburn já havia conquistado o Oscar por “A Princesa e o Plebeu” e estrelado produções como “Sabrina” e “Cinderela em Paris”. No entanto, foi com Holly Golightly que sua imagem alcançou outro patamar em Hollywood.
Crédito: Divulgação e karmakazesal/Wikimédia CommonsNascida em 4 de maio de 1929, em Bruxelas, na Bélgica, Hepburn foi uma atriz britânica reconhecida por sua elegância e por sua capacidade de transmitir sofisticação equilibrada por uma delicada inocência. Seus pais eram a baronesa holandesa Ella van Heemstra e Joseph Victor Anthony Ruston, que posteriormente adotou o sobrenome Hepburn-Ruston, por acreditar ser descendente de James Hepburn, 4º Conde de Bothwell.
Crédito: Wikimedia Commons / Domínio PúblicoEmbora tenha nascido na Bélgica, Audrey possuía cidadania britânica por parte de pai e frequentou a escola na Inglaterra durante a infância. Em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, mudou-se com a mãe para os Países Baixos, acreditando que o país neutro seria mais seguro do que a Inglaterra.
Crédito: Wikimedia Commons / Domínio PúblicoDurante a guerra, enfrentou dificuldades na Holanda. Ainda assim, conseguiu frequentar a escola e estudar balé. Nesse período, sua mãe alterou temporariamente seu nome para Edda van Heemstra, temendo que sua origem britânica fosse descoberta.
Crédito: Wikimedia Commons / Domínio PúblicoApós a guerra, continuou os estudos de balé em Amsterdã e Londres. No início dos 20 anos, estudou atuação e trabalhou como modelo e dançarina. Também passou a conquistar pequenos papéis no cinema, já creditada como Audrey Hepburn.
Crédito: Wikimedia Commons / Domínio PúblicoEnquanto filmava em Monte Carlo, chamou a atenção da escritora francesa Colette, que acreditava que ela seria ideal para o papel-título na adaptação teatral de seu romance “Gigi”. Apesar da inexperiência, foi escalada e recebeu críticas positivas quando a montagem estreou na Broadway, em 1951.
Crédito: Reprodução YoutubeSeu projeto seguinte a levou a Roma, onde estrelou seu primeiro grande filme americano, “A Princesa e o Plebeu”, em 1953. Ao interpretar uma jovem princesa que troca o peso da realeza por um dia de aventura e romance com um repórter, vivido por Gregory Peck, Hepburn conquistou o Oscar de Melhor Atriz.
Crédito: DivulgaçãoEm 1954, retornou aos palcos com “Ondine”, ao lado de Mel Ferrer, com quem se casou no mesmo ano. O casal teve um filho, Sean, nascido em 1960, e se divorciou em 1968. Por essa atuação, Hepburn recebeu o Tony Award, no que foi sua última apresentação na Broadway.
Crédito: Wikimedia Commons / Domínio PúblicoNo cinema, continuou a estrelar comédias românticas como “Sabrina”, de 1954, papel que lhe rendeu indicação ao Oscar e marcou sua primeira colaboração com o estilista Hubert de Givenchy, cujas criações se tornaram intimamente associadas à sua imagem; e “Cinderela em Paris”, de 1957. Também participou de grandes produções dramáticas, como “Guerra e Paz”, de 1956, e “Uma Cruz à Beira do Abismo”, de 1959, que lhe garantiu mais uma indicação ao Oscar.
Crédito: DivulgaçãoNa década de 1960, atuou em diversos filmes marcantes, como “Bonequinha de Luxo”, no papel da vibrante e misteriosa Holly Golightly, que lhe rendeu outra indicação ao Oscar de Melhor Atriz; “Charada”, de 1963, ao lado de Cary Grant; e “Minha Bela Dama”, de 1964, no papel de Eliza Doolittle.
Crédito: DivulgaçãoFoi nesse ponto da carreira que Hepburn deixou para trás a imagem de ingénua e passou a interpretar personagens mais experientes, assim, um de seus papéis mais controversos foi o de Eliza Doolittle. Embora tenha entregue uma atuação consistente como a florista transformada em dama elegante, parte do público teve dificuldade em aceitá-la no papel, que muitos associavam a Julie Andrews, intérprete original nos palcos.
Crédito: DivulgaçãoApós atuar no suspense “Um Clarão nas Trevas”, em 1967, que lhe rendeu sua última indicação ao Oscar, Hepburn entrou em um período de quase aposentadoria. Ela se casou com o renomado psiquiatra italiano, Robert Wolders, em 1969 e, em 1970, nasceu seu segundo filho, Luca; a partir de então, passou a priorizar a família. Retornou às telas apenas em 1976, no romance “Robin and Marian”.
Crédito: Wikimedia Commons / Domínio PúblicoParticipou de poucos filmes depois disso e, em 1988, iniciou uma nova fase como embaixadora especial da boa vontade do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Dedicou-se intensamente ao trabalho humanitário, visitando vilarejos afetados pela fome na América Latina, África e Ásia, até pouco antes de sua morte.
Crédito: Wikimedia Commons/ Rob Bogaerts / AnefoAudrey Hepburn faleceu em 20 de janeiro de 1993, aos 63 anos, enquanto dormia em sua casa em Tolochenaz, na Suíça, em decorrência de um câncer de apêndice. Posteriormente, recebeu postumamente o Prêmio Humanitário Jean Hersholt da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
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