O carnavalesco Paulo Barros estará de volta ao Carnaval carioca após um desfile longe da Avenida. Conforme noticiado pelo jornal “O Dia”, ele foi anunciado como novo carnavalesco da Portela, retomando uma parceria iniciada em 2016.
No ano seguinte, assinou o enredo “Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar…”, que encerrou um jejum de 33 anos sem títulos. “Dez anos se passaram e é um sentimento único. Estou muito feliz por estar de volta”, declarou.
Crédito: Reprodução de Instagram“O Paulo reúne experiência e capacidade de liderança para conduzir este novo ciclo com responsabilidade e dedicação, e é disso que a Portela precisa agora”, disse Junior Escafura, presidente da escola, que é a maior campeã, com 22 conquistas.
Crédito: Reprodução de InstagramEm sua última jornada, o artista passou pela Unidos de Vila Isabel, que ficou com a oitava colocação em 2025. Diante disso, a escola da terra de Noel Rosa preferiu trocar de carnavalesco e contratou a dupla Leonardo Bora e Gabriel Haddad.
Crédito: Reprodução de InstagramO artista, aliás, causou polêmica ao criticar a predominância de enredos com temáticas africanas nas agremiações cariocas para 2025.
Crédito: reprodução instagram“A maioria dos enredos desse ano são afros, tudo já foi visto e revisto, e eu posso te garantir que 90% de quem está assistindo ao desfile não vai entender nada”, disse, em entrevista à Folha de São Paulo.
Crédito: Reprodução de InstagramConhecido pela inovação e surpresa, Paulo Barros trouxe ao Carnaval Carioca um estilo característico, com alegorias humanas, dotadas de tecnologia e voltadas ao lado lúdico.
Crédito: Reprodução do Instagram @paulobarros_oficialO carnavalesco é marcado pelo pop, referências da cultura de massa, como cinema, Disney, Las Vegas, com um foco em criar um diálogo direto com o grande público, com truques de ilusionismo e interatividade.
Crédito: - Reprodução de InstagramAntes de se destacar no Grupo Especial, teve passagens por escolas como Vizinha Faladeira, Arranco e Paraíso do Tuiuti no Acesso. Como carnavalesco da agremiação de São Cristóvão, fez um desfile marcante, em 2003, sobre a vida e obra de Cândido Portinari.
Crédito: Reprodução do Instagram @paulobarros_oficialAo assumir a Unidos da Tijuca, no ano seguinte, surpreendeu o mundo do samba com suas inovações. A principal delas foi a alegoria do DNA, composta por várias pessoas coloridas de azul em uma coreografia marcante, sendo vice.
Crédito: DivulgaçãoEm 2005, foi novamente vice-campeão, desta vez com o enredo “Entrou por um lado, saiu pelo outro… Quem quiser que invente outro!”. Com uma série de inovações que novamente chamaram a atenção do público para o seu trabalho.
Crédito: DivulgaçãoNos carnavais de 2007 e 2008, teve uma passagem pela Unidos do Viradouro, de Niterói. No primeiro ano, teve a ousadia de colocar a bateria em cima de um carro alegórico que representava peças de xadrez.
Crédito: Reprodução de InstagramTrês anos depois, em 2010, veio a coroação com o primeiro título do Grupo Especial. Paulo Barros trouxe o enredo “É Segredo” e levou a Unidos da Tijuca à conquista depois de 74 anos.
Crédito: GARAPA/Wikimédia CommonsNos anos de 2012 e 2014, conquistou mais dois títulos à frente da Unidos da Tijuca, com homenagens a personagens marcantes como Luiz Gonzaga e Ayrton Senna.
Crédito: Reprodução do Flickr Vereador Paulo MessinaTeve uma passagem pela Mocidade em 2015, com o enredo “Se o mundo fosse acabar, me diz o que faria se só lhe restasse um dia?”. No entanto, não teve um bom resultado ao ficar de fora das campeãs.
Crédito: DivulgaçãoEm 2017, Paulo Barros foi responsável por quebrar mais um jejum. Como citado, levou a Portela ao título depois de 33 anos, com o enredo “Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar”, ao lado da Mocidade.
Crédito: Reprodução de InstagramCom a volta da Viradouro ao Especial, levou a agremiação de Niterói a um vice-campeonato, em 2019, com o enredo: “Viraviradouro”, sendo a segunda a entrar na Avenida no domingo de carnaval.
Crédito: Reprodução de Rede SocialPaulo Barros assinou o enredo da Gaviões da Fiel em 2020, chamado “Um não sei que, que nasce não sei onde, vem não sei como e explode não sei porquê”, com o tema sobre o amor, mas a escola terminou em 11º lugar.
Crédito: Reprodução de Rede SocialTeve algumas passagens pela Unidos de Vila Isabel. A primeira em 2009, com Alex de Souza, em um enredo sobre o Theatro Municipal. Também esteve na escola em 2018, 2023, 2024, na reedição de Gbala, e em 2025.
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