Pesquisadores do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional encontraram arte rupestre de cerca de 2 mil anos no Jalapão. As gravuras revelam aspectos da vida antiga, com representações de pessoas, animais e elementos celestes.
Os desenhos estão no complexo arqueológico da região. São 16 sítios descobertos entre 2022 e 2023 que ampliam a riqueza do Tocantins na pesquisa sobre povos antigos. Há resquícios de ocupações de 12 mil anos atrás na região.
Crédito: Divulgação : JRC ArqueologiaO Jalapão é o maior parque estadual do Tocantins e fica a 180 km de distância da capital, Palmas. Passou à condição de unidade de conservação de proteção integral em 2001. A área tem 1.589 km²e abrange nove municípios.
Crédito: Juliana Nashimoto Neme -Francisco-Wikimedia CommonsO nome Jalapão foi escolhido pela grande concentração da flor ‘Jalapa-do-Brasil’ ou ‘Chuveirinho’ neste território. Elas prosperam entre março e julho. São singulares pelas pétalas brancas que se destacam no Cerrado.
Crédito: Reprodução-GabrielCastaldini-FlickrO Jalapão tem difícil acesso, já que não possui aeroporto próximo. Quem quer conhecer o parque precisa desembarcar em Palmas, reservar uma boa quantia em dinheiro e ter bastante disposição.Para visitar o Jalapão é necessário utilizar veículos com tração nas quatro rodas, pois as estradas não são pavimentadas e sim de terra fofa.
Crédito: Marina Campos Vinhal -Wikimedia CommonsO Jalapão está na região de transição entre o Cerrado e a Caatinga. A predominância é de vegetação rasteira parecida com a savana.Outra característica é a existência de grandes chapadas e formações rochosas de cores variadas
Crédito: Daniel Andrade Arquivo Naturatins Governo do TocantinsAlém da flora, outro atrativo é a fauna, constituída por tamanduás-bandeiras, lobos-guarás, raposas, gambás, macacos, jacarés, onças e cobras. No caso das aves, é possível encontrar tucanos, papagaios e araras-azuis, entre outros
Crédito: MarcelFavery-Wikimedia-CommonsAs principais atrações desse parque estadual para os turistas estão concentradas em Mateiros e São Félix. Como carro-chefe, o ecoturismo é um dos principais focos de desenvolvimento econômico para quem vive na região.
Crédito: Divulgação Embratur SebraeInclusive, os moradores têm como principal fonte de renda a produção de artesanato de capim dourado e seda de buriti. Essa atividade se qtornou alvo de estudos para assegurar sua utilização de maneira sustentável, respeitando a natureza, mas sem perder o potencial econômico.
Crédito: Vchala-WikimediaCommonsOutro grande ponto forte deste território são as dunas de areias douradas, que alcançam até 30 metros de altura. Esta beleza natural rendeu ao lugar o apelido de ‘Deserto do Jalapão’ .
Crédito: Márcio Vieira/ Governo do TocantinsContudo, essa alcunha não pode ser levada ao pé da letra já que há bastante presença de água na região com rios, riachos e ribeirões, todos de águas cristalinas.
Crédito: Governo do TocantinsO calor predomina na região durante todo o ano. Por isso, programas que envolvem passeios nos rios são os mais procurados. O Rio Novo, um dos poucos de água potável do mundo, oferece um radical passeio de caiaque.
Crédito: - Marcelo Barbosa ICMBioA Cachoeira da Formiga é uma parada obrigatória no Jalapão pela exuberância do seu tom azul-esverdeado cristalino. Localizada a 36 km de Mateiros, a sua queda d’água é inferior a dois metros de altura. O seu poço tem uma grande profundidade, mas possui um ponto mais raso para os turistas.
Crédito: Fernando Alves /Governo do Tocantins _04Outro ponto forte do Jalapão são os fervedouros, poços profundos com nascentes subterrâneas. São cerca de 20 fervedouros. A sua visitação é limitada, com um grupo de 10 pessoas, com tempo limite de 20 minutos.
Crédito: Tharson Lopes/ Governo do Tocantins