O Baked Alaska impressiona pela combinação aparentemente impossível de sorvete e calor. Considerada uma sobremesa desafiadora, ela costuma testar até cozinheiros experientes e já virou prova temida em realities culinários. O segredo está em dourar o merengue sem deixar o interior congelado derreter.
A sobremesa combina uma base de bolo, sorvete bem congelado e uma generosa camada de merengue. A parte externa é submetida a calor intenso até dourar, enquanto o objetivo é manter o interior gelado.
Crédito: Imagem gerada por i.aParece impossível colocar sorvete no forno sem transformá-lo em líquido. O merengue, porém, contém inúmeras pequenas bolhas de ar que dificultam a transferência de calor. O bolo também contribui para proteger o sorvete durante o rápido aquecimento.
Crédito: Imagem gerada por i.aO sorvete precisa estar muito firme e completamente protegido pelo merengue. A cobertura deve ser espessa e não deixar partes expostas. Além disso, o calor deve dourar rapidamente o exterior, sem ter tempo de alcançar o centro congelado.
Crédito: Imagem gerada por i.aA origem exata do Baked Alaska não é consensual. Preparações que combinavam sorvete e merengue já existiam no século XIX, e o desenvolvimento da sobremesa também é relacionado aos estudos sobre isolamento térmico atribuídos ao cientista Benjamin Thompson, o conde Rumford.
Crédito: Imagem gerada por i.aO chef Charles Ranhofer, do célebre restaurante Delmonico's, de Nova York, incluiu em seu livro The Epicurean uma preparação chamada “Alaska, Florida”. O nome brincava com dois extremos climáticos: o frio do Alasca e o calor da Flórida.
Crédito: Imagem gerada por i.aEmbora versões da sobremesa sejam bem mais antigas, referências ao nome moderno “Baked Alaska” aparecem posteriormente. O Oxford Companion to Food registra sua presença em publicações culinárias do começo do século XX, incluindo uma edição de 1909 do livro de Fannie Farmer.
Crédito: Imagem gerada por i.aA estrutura básica do Baked Alaska é preservada, mas bolo e sorvete permitem diferentes combinações. Chocolate, baunilha, frutas e outros sabores podem aparecer no recheio. O merengue, porém, continua sendo essencial para envolver e proteger a parte congelada.
Crédito: Imagem gerada por i.aDepois de dourado, o Baked Alaska deve ser servido sem muita demora. Ao ser cortado, revela justamente o contraste que tornou a sobremesa famosa: merengue tostado por fora e sorvete ainda firme e gelado no interior.
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