Nos últimos anos, o mate ficou ainda mais famoso na Europa e América do Norte graças a atletas e celebridades argentinas, como Lionel Messi, que consomem a bebida. O mate é uma das tradições mais importantes da cultura argentina e vai muito além de uma simples bebida. Preparado com erva-mate e água quente, ele faz parte do cotidiano de milhões de pessoas e simboliza amizade, hospitalidade e convivência. Tanto que o país celebra, em 30 de novembro, o Dia Nacional da Erva-Mate. Também faz parte da cultura do Uruguai, do Paraguai e do sul do Brasil. A bebida costuma ser servida em uma cuia e consumida com uma bomba metálica.
A origem do mate remonta aos povos guaranis, que utilizavam a erva-mate muito antes da chegada dos colonizadores europeus. Para essas comunidades indígenas, a planta possuía valor espiritual, medicinal e comercial, sendo considerada um presente divino da natureza. Com a expansão do Vice-Reinado do Rio da Prata, o consumo do mate se espalhou por diversas regiões da América do Sul. Os jesuítas tiveram papel importante nesse processo ao desenvolverem as primeiras plantações organizadas de erva-mate nas missões religiosas. Aos poucos, a bebida passou a fazer parte da rotina das populações locais e tornou-se um hábito profundamente enraizado na sociedade argentina.
Crédito: Wikimedia Commons / LexspionO preparo do mate envolve diversos rituais e tradições transmitidos entre gerações. A erva deve preencher boa parte do recipiente, deixando espaço para a água e para a bomba, espécie de canudo metálico utilizado para beber a infusão. Também é comum inclinar a erva antes de adicionar a água, ajudando a preservar o sabor por mais tempo. Outro detalhe importante é a temperatura da água, que não deve ferver, ficando idealmente entre 70 °C e 80 °C. A erva-mate utilizada na bebida vem da planta erva-mate, espécie nativa da América do Sul. As folhas passam por secagem e moagem antes do consumo. Dependendo da região, o sabor pode variar entre mais suave, defumado ou amargo.
Crédito: Wikimedia Commons / LucashQuem deseja provar o mate como um verdadeiro argentino pode encontrar experiências autênticas em diferentes regiões do país. Em Buenos Aires, diversos cafés e bares especializados oferecem degustações e explicações sobre a preparação correta da bebida.
Crédito: Wikimedia Commons / Sascha GrabowAlguns locais contam até com sommeliers de mate, responsáveis por orientar turistas sobre os tipos de erva e os modos tradicionais de consumo. Já em províncias como Misiones, Corrientes e Entre Ríos, o visitante pode conhecer plantações de erva-mate e aprender diretamente com produtores locais.
Crédito: Pexels / Matias MangoAlém da versão quente tradicional, existem variações frias conhecidas como tereré, populares especialmente no Paraguai e em regiões mais quentes. Atualmente, a erva-mate também aparece em produtos industrializados, como energéticos, chás prontos e suplementos, mostrando como uma tradição regional se transformou em produto global.
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