Um quero-quero rondando um bueiro chamou a atenção do biólogo Christian Raboch Lempek, em Jaraguá do Sul, Santa Catarina. Ao perceber a inquietação da ave, ele decidiu verificar o local. Dentro do buraco, encontrou dois filhotes que não conseguiam sair.
Com o auxílio de uma ferramenta, Christian retirou os pequenos com cuidado, um de cada vez. Durante o resgate, a ave adulta permaneceu nas proximidades. Em poucos minutos, os dois filhotes estavam fora do bueiro e puderam voltar para junto dela.
Crédito: Instagram/@biologo.christianAssim que foram libertados, os filhotes correram para se abrigar sob as asas do adulto, que vocalizava insistentemente. Christian compartilhou o vídeo nas redes sociais, dizendo: "Se for difícil encontrar pessoas boas, seja uma". O episódio revela uma característica marcante do quero-quero: a proteção dedicada aos pequenos.
Crédito: Instagram/@biologo.christianO quero-quero tem plumagem que combina cinza, preto e branco, com uma faixa escura no peito. As pernas e os olhos avermelhados chamam a atenção, assim como o pequeno penacho na nuca. Seu comprimento fica em torno de 35 a 37 centímetros.
Crédito: Shanthanu Bhardwa wikimedia commonsO nome quero-quero é uma tentativa de reproduzir o som emitido pela ave. Sua voz forte é uma característica tão marcante que ajuda a identificá-la mesmo sem avistá-la. Dependendo da região, também é conhecida como tetéu e espanta-boiada.
Crédito: Ricierirodolfo wikimedia commonsO quero-quero frequenta pastagens, banhados e outras áreas abertas. Também pode ser visto em campos de futebol e perto de estradas e fazendas. Embora seja associado a ambientes úmidos, não precisa estar sempre próximo da água.
Crédito: Kingfisher Sapphire wikimedia commonsPequenos insetos fazem parte da alimentação do quero-quero. A ave procura comida no solo, por onde caminha com suas pernas longas. Assim, os gramados e campos que utiliza como território também oferecem oportunidades para se alimentar.
Crédito: Imagem gerada por i.aO ninho é uma pequena cavidade no chão. Nele, a fêmea costuma colocar de três a quatro ovos, cuja superfície manchada ajuda a confundi-los com o terreno. Essa camuflagem dificulta que sejam percebidos por possíveis predadores.
Crédito: Kiko Correia wikimedia commonsOs filhotes são nidífugos: conseguem deixar o ninho e caminhar pouco depois de nascer. Essa mobilidade, porém, não significa independência. Como mostra o resgate relatado na notícia, eles ainda são vulneráveis e precisam da proteção dos adultos.
Crédito: Dario Sanches Flickr wikimedia commonsO quero-quero reage à aproximação de ameaças com chamados fortes e pode realizar voos rasantes para defender o ninho. A atitude que parece uma provocação tem uma função de proteção. Para a ave, quem chega perto demais pode representar perigo para a família.
Crédito: Imagem gerada por i.aAlém de vocalizar e enfrentar intrusos, os adultos podem simular um ferimento para desviar a atenção do ninho. A estratégia ajuda a conduzir a ameaça para longe dos ovos ou filhotes. Ao observar essa reação, mantenha distância e dê espaço à família.
Crédito: Imagem gerada por i.a