Bioparque Pantanal: maior aquário de água doce do mundo fica no Brasil e abriga espécies raras e ameaçadas

Sede do 49º Congresso da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil, evento que aconteceu entre os dias 26 e 30 de maio, o Bioparque Pantanal é famoso por ser considerado o maior aquário de água doce do mundo. Localizado em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, o parque se consolidou como uma das principais atrações científicas e turísticas do Brasil desde sua inauguração, em 2022. O espaço foi criado com o objetivo de aproximar o público da riqueza ambiental do Pantanal e de outros ecossistemas aquáticos por meio de experiências imersivas e ações voltadas à pesquisa e conservação da biodiversidade. Veja outras curiosidades sobre o local!

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Ao todo, o complexo reúne 453 espécies distribuídas em 239 tanques e mais de 5 milhões de litros de água. Desde a abertura, o Bioparque já recebeu mais de um milhão de visitantes e registrou centenas de reproduções de animais mantidos no local. O Centro de Conservação de Peixes Neotropicais acumula milhares de filhotes nascidos em seus laboratórios, resultado considerado importante para a preservação de espécies ameaçadas.

Crédito: Reprodução @bioparquepantanaloficial

O aquário também se destaca por abrigar animais exclusivos de águas doces da América do Sul e Central, conhecidos como peixes neotropicais. Entre os destaques está a maior coleção de cascudos já reunida, com mais de 80 espécies originárias do Pantanal e da Amazônia.

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O espaço reúne espécies variadas de peixes, crustáceos, répteis, anfíbios e mamíferos. Entre os moradores mais conhecidos estão os axolotes, salamandras ameaçadas de extinção no México que chegaram ao Bioparque após serem resgatadas do tráfico ilegal de animais.

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O axolote chama atenção da comunidade científica por sua impressionante capacidade de regeneração, já que consegue reconstruir membros, órgãos e até partes do cérebro e do coração. Por conta disso, pesquisadores estudam o animal há décadas em busca de avanços para tratamentos regenerativos na medicina humana.

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Outro habitante curioso é a pirambóia, peixe considerado um “fóssil vivo” por preservar características primitivas ao longo de milhões de anos de evolução. A espécie, encontrada em rios e áreas alagadas da Amazônia e do Pantanal, possui pulmões rudimentares e precisa subir regularmente à superfície para respirar ar atmosférico, comportamento raro entre os peixes.

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Além da diversidade de espécies, o Bioparque Pantanal impressiona pela estrutura arquitetônica assinada por Ruy Ohtake. O prédio possui cerca de 21 mil metros quadrados de área construída e apresenta um teto inspirado em escamas de peixe, em referência à paisagem pantaneira.

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Os tanques foram organizados em cenários que reproduzem ambientes naturais, permitindo ao visitante percorrer espaços como o túnel da floresta inundada da Amazônia, o aquário dos jacarés do Pantanal, o ambiente dos peixes de Bonito e áreas inspiradas em banhados brasileiros.

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A infraestrutura inclui tanques de exposição, quarentena, pesquisa e reuso de água, além de sistemas de controle de temperatura fundamentais para a sobrevivência de espécies amazônicas. O local também mantém forte atuação científica por meio do Núcleo de Pesquisa e Tecnologias, responsável por estudos sobre conservação ambiental, saúde animal, educação científica e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.

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Entre os avanços registrados estão reproduções inéditas no mundo, incluindo a primeira reprodução conhecida do cascudo-viola, espécie ameaçada encontrada apenas no rio Coxim. Além dos animais raros, o Bioparque também investe em acessibilidade e inclusão social.

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O espaço oferece estrutura adaptada para pessoas com deficiência e incentiva ações ligadas ao turismo acessível e à inserção desse público no mercado de trabalho. A visitação é gratuita, mas exige agendamento prévio realizado pelo site oficial do empreendimento, "agendamentobioparquepantanal.ms.gov.br".

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As reservas são liberadas semanalmente às segundas-feiras e parte das vagas é destinada prioritariamente a idosos e pessoas com deficiência. Combinando turismo, ciência, preservação ambiental e educação, o Bioparque Pantanal se tornou referência internacional em pesquisa de espécies de água doce e conservação da biodiversidade brasileira.

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