‘Birdwatching’: Brasil é um dos principais destinos para observação de aves do mundo

Viajar longas distâncias apenas para observar um pássaro por alguns instantes pode parecer um hábito incomum, mas essa prática reúne milhões de adeptos em diferentes partes do planeta. Conhecida como "birdwatching", a observação de aves conquistou espaço entre as principais modalidades do turismo de natureza. Conheça mais a seguir!

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A atividade movimenta pessoas interessadas em conhecer espécies raras, registrar imagens e vivenciar ambientes preservados. Estima-se que cerca de 100 milhões de pessoas pratiquem o birdwatching em todo o mundo, número que reflete o crescimento do interesse pela biodiversidade e pelo contato direto com a vida selvagem.

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Diferentemente de outras formas de turismo, o objetivo principal não é apenas visitar um destino, mas compreender os ecossistemas e apreciar os animais em seu ambiente natural. Nesse cenário, o Brasil ocupa posição de destaque graças à enorme variedade de aves espalhadas por seus diferentes biomas.

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O país abriga quase 2 mil espécies catalogadas, incluindo cerca de 300 que não existem em nenhuma outra região do planeta, o que desperta o interesse de pesquisadores, fotógrafos e turistas brasileiros e estrangeiros. Lugares como Pantanal, Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado e áreas úmidas do Sul transformaram-se em referências para quem busca experiências ligadas à natureza.

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Em diversas cidades, a presença dessas espécies impulsionou o turismo, fortaleceu pequenos negócios, gerou empregos e incentivou iniciativas voltadas à preservação ambiental. Além do aspecto econômico, a atividade também ganhou força na divulgação científica e na educação ambiental, especialmente após eventos especializados e produções culturais que ajudaram a popularizar o tema.

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O perfil dos observadores costuma reunir pessoas com grande interesse por conservação, disposição para investir em viagens e preferência por grupos reduzidos, acompanhados por guias especializados. Segundo Alexandre Panosso Netto, professor de Turismo da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, no Brasil a atividade é promovida desde 2006.

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Apesar de causar impacto relativamente baixo, a prática exige responsabilidade, já que atitudes como aproximar-se de ninhos, sair das trilhas autorizadas ou utilizar gravações para atrair aves podem alterar o comportamento dos animais e comprometer sua reprodução. Por isso, especialistas defendem regras de visitação, limites para o número de turistas e respeito às orientações dos profissionais que atuam nas áreas protegidas.

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Outro diferencial da observação de aves está na contribuição para a ciência cidadã, pois plataformas digitais como o "eBird" permitem que visitantes registrem seus avistamentos e compartilhem informações úteis para pesquisadores que estudam distribuição geográfica, migração e conservação das espécies.

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