Em algumas culturas, as cabras são consideradas animais sagrados e simbolizam fertilidade e prosperidade. Além desse valor cultural, contribuem para o equilíbrio dos ecossistemas ao favorecerem a ciclagem de nutrientes no solo e têm grande importância para a agricultura familiar, a alimentação e a geração de renda.
De acordo com um estudo publicado na revista L’Anthropologie, pesquisas trazem novas perspectivas sobre o papel simbólico do íbex, um grupo de cabras-montesas do gênero Capra. Entre elas está a cabra-selvagem (Capra aegagrus), espécie nativa principalmente do sudoeste da Ásia e considerada ancestral das cabras domésticas.
Crédito: PixabayHá cerca de 10 mil anos, nas montanhas Zagros e no leste da Anatólia, o íbex passou a figurar entre os mais importantes símbolos de fertilidade, feminilidade e cosmologia. Sua imagem aparece em artefatos e registros arqueológicos ligados às primeiras sociedades agrícolas.
Crédito: PixabayNa antiga Mesopotâmia, o deus da água Enki, ligado aos rios Tigre e Eufrates, era frequentemente representado ao lado de íbex. O animal simbolizava as águas que sustentavam a vida e a fertilidade ligada ao ciclo das estações.
Crédito: PixabayNo Irã, uma placa de bronze datada entre 1500 a.C. e 700 a.C. retrata dois íbex ao lado de uma mulher em trabalho de parto. A cena remete às antigas tradições artísticas do período neolítico e ao simbolismo da fertilidade.
Crédito: Divulgação pesquisador Dr. Shirin TorkamandiO íbex também aparece em cerâmicas, gravuras rupestres e peças de metalurgia encontradas em sítios como Tall-i-Bakun, Tepe Hissar e Susa. Nessas culturas, o animal manteve seu simbolismo por milhares de anos.
Crédito:Segundo o Archaeology News, o íbex representava a vida, a fertilidade e também uma dimensão celestial. Nas antigas tradições iranianas, aparecia ao lado de símbolos solares e estelares, posteriormente associados à constelação de Capricórnio.
Crédito: PixabaySegundo o Archaeology News, o íbex representava a vida, a fertilidade e também ocupava um lugar de destaque na cosmologia antiga. Nas tradições iranianas, era retratado ao lado de símbolos solares e estelares, posteriormente associados à constelação de Capricórnio.
Crédito: PixabayCabras, bodes e cabritos pertencem à mesma espécie, mas representam fases e sexos diferentes. A cabra é a fêmea adulta, conhecida por sua sociabilidade, inteligência e grande capacidade de adaptação, inclusive em regiões semiáridas.
Crédito: PixabayO bode é o macho adulto da espécie caprina. Em geral, possui barba, pelos mais longos no pescoço e no queixo, além de chifres mais espessos e robustos que os das cabras, características que costumam diferenciá-lo das fêmeas.
Crédito: PixabayCabras e bodes se distinguem dos ovinos por apresentarem pelos mais lisos e, com frequência, barba. O bode costuma ter chifres mais longos e robustos que os da cabra, além de uma aparência mais robusta.
Crédito: PixabayCabras e bodes são herbívoros ruminantes, excelentes escaladores e vivem em grupos sociais. No simbolismo do signo de Capricórnio, a cabra-montesa representa persistência, determinação e trabalho árduo, além da forte conexão com a terra e o mundo material.
Crédito: PixabayNa tradição judaica, uma cabra era sacrificada e outra enviada ao deserto como símbolo da remoção dos pecados da comunidade. Desse antigo ritual surgiu a expressão "bode expiatório", usada até hoje para designar quem leva a culpa pelos erros dos outros.
Crédito: PixabayIntroduzidas no Brasil pelos colonizadores europeus, as cabras encontraram no Nordeste condições favoráveis e hoje a região concentra o maior rebanho do país. Desde a domesticação, são criadas para a produção de leite, carne, pelos e peles, desempenhando importante papel econômico em diversas culturas.
Crédito: PixabayA expectativa de vida das cabras varia entre 15 e 18 anos. Durante esse período, fornecem leite, esterco e fibras de forma renovável. Após o abate, também são aproveitadas para a produção de carne, couro, calçados, vestuário e artigos de decoração.
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