Canoas mais antigas que a Pirâmide de Gizé são descobertas em lago nos Estados Unidos

Arqueólogos da Sociedade Histórica de Wisconsin (WHS, na sigla em inglês) descobriram um conjunto de 16 canoas pré-históricas submersas no Lago Mendota, nos Estados Unidos.

Crédito: Divulgação/Sociedade Histórica de Wisconsin

Algumas canoas datam de 5.200 anos atrás, o que as torna mais antigas que a Grande Pirâmide de Gizé.

Crédito: Divulgação/Sociedade Histórica de Wisconsin

Segundo os estudos, as canoas foram construídas ao longo de milênios, entre 3.000 a.C. e 1.300 d.C.

Crédito: Divulgação/Sociedade Histórica de Wisconsin

Durante esse vasto período de tempo, diferentes gerações de povos indígenas utilizaram o lago para conseguir água e outros recursos.

Crédito: Panoramio - Corey Coyle

“Por gerações, o povo Ho-Chunk honrou este local por meio de cerimônias de lembrança”, disse a arqueóloga estadual Amy Rosebrough.

Crédito: Wikimedia Commons/Omaha Public Library

O ambiente com pouco oxigênio no fundo do lago impediu a decomposição da madeira, permitindo que o material orgânico sobrevivesse por milhares de anos.

Crédito: Divulgação/Sociedade Histórica de Wisconsin

Encontradas agrupadas perto de trilhas naturais submersas, as canoas sugerem rotas de navegação, pesca e circulação regional organizadas.

Crédito: Reprodução

Foram encontradas rochas posicionadas sobre as canoas submersas, uma técnica para evitar que a madeira deformasse durante o congelamento sazonal do lago.

Crédito: Divulgação/Sociedade Histórica de Wisconsin

Localizado no condado de Dane, em Wisconsin, o Lago Mendota é reconhecido como o lago interior mais estudado do mundo.

Crédito: Reprodução/Sociedade Histórica de Wisconsin

É o maior dos quatro lagos que compõem a bacia do rio Yahara, com uma área de aproximadamente 40 km² e uma profundidade máxima que chega aos 25 metros.

Crédito: Reprodução/Sociedade Histórica de Wisconsin

Situado na fronteira norte da cidade de Madison, o Mendota desempenha um papel central tanto na identidade cultural quanto na vida acadêmica da região.

Crédito: Reprodução/Sociedade Histórica de Wisconsin

Suas margens abrigam bairros residenciais, parques e o campus principal da Universidade de Wisconsin–Madison.

Crédito: Reprodução

A instituição utiliza o lago tanto para pesquisas científicas quanto para atividades recreativas e esportivas.

Crédito: Reprodução

O lago desempenha um papel ecológico importante na região, servindo de habitat para diversas espécies de peixes, aves aquáticas e plantas submersas.

Crédito: Reprodução

Além disso, o lago é amplamente utilizado para pesca, navegação, vela e, no inverno rigoroso, para patinação e pesca no gelo.

Crédito: Wikimedia Commons/Aude

Historicamente, o lago e suas margens têm uma conexão profunda com os povos nativos, especialmente a nação Ho-Chunk, que habitava a área muito antes da colonização europeia.

Crédito: Domínio Público

No entanto, o desenvolvimento urbano e a agricultura intensa ao redor da bacia trouxeram desafios ecológicos significativos ao longo das décadas.

Crédito: Panoramio - Corey Coyle

O excesso de fósforo proveniente do escoamento superficial tem causado florescimentos recorrentes de algas verde-azuladas, o que afeta a qualidade da água e a biodiversidade local.

Crédito: Wikimedia Commons/Archbob