O distrito de Alter do Chão desponta como um destino que parece saído de um sonho. Fica localizado a 37 km do centro da cidade de Santarém, às margens do cristalino Rio Tapajós, no Pará.
O cenário é composto de areia branca, água doce, sol generoso e uma vegetação exuberante que encanta os visitantes. Popularmente apelidado de “Caribe amazônico”, Alter do Chão atrai turistas por oferecer praias de água doce - algo pouco comum no Brasil - em um cenário singular.
Crédito: Reprodução de vídeo TV TapajósA localidade foi apontada pelo prestigioso jornal britânico “The Guardian” como tendo “a mais bonita praia de água doce do mundo”.
Crédito: Reprodução de vídeo TV TapajósAlter do Chão tem estações contrastantes. Durante o período de estiagem - tipicamente entre agosto e dezembro -, o nível dos rios recua e revela extensas faixas de areia branca, abrindo “praias” em que turistas e a população local pode caminhar sob o sol, entrar nas águas mornas e relaxar em ambiente de puro deleite.
Crédito: Reprodução do YouTube.com/@MiapelomundoJá no período chamado “inverno amazônico” - entre fevereiro e julho -, as águas sobem e grande parte das praias desaparece sob o espelho d’água.
Crédito: Reprodução de vídeo TV TapajósNessa época, a paisagem se transforma e abre espaço para passeios por igarapés, florestas alagadas e canais tranquilos.
Crédito: Reprodução do Facebook Sou AmazôniaEsse dinamismo natural é parte importante do charme de Alter do Chão, pois o distrito oferece opção tanto para quem quer de fato sol, rio e areia quanto para quem prefere contato mais profundo com a Amazônia.
Crédito: divulgaçãoUm dos cartões-postais mais fotografados dessa vila paraense é a península de areia chamada Ilha do Amor, junto ao rio Tapajós, um cenário perfeito para banho e contemplação ao pôr do sol.
Crédito: - Reprodução do YouTube.com/@MiapelomundoAlter do Chão possui raízes antigas. Fundado em 6 de março de 1626 pelo português Pedro Teixeira, e elevado à categoria de vila em 1758 pelo governador colonial Francisco Xavier de Mendonça Furtado, o distrito já foi palco de missões jesuítas e morada de comunidades indígenas Boraris.
Crédito: DivulgaçãoAinda que, no início do século 20, Alter do Chão tenha integrado rotas de exportação de látex das seringueiras, foi a partir da década de 1990 que o turismo emergiu como alicerce econômico da região.
Crédito: Richard N Horne/Wikimédia CommonsQuem visita o distrito encontra mais do que praias. Há oferta de passeios de barco pelo rio Tapajós e pelo Rio Arapiuns, travessias para praias mais isoladas, trilhas leves até mirantes naturais e visitas a comunidades ribeirinhas. Além disso, há oportunidades de observar a fauna e flora amazônicas em canais de água calma.
Crédito: Reprodução do Youtube Canal Amazônia StockA vila em si é acolhedora e pequena - com infraestrutura simples, mas charmosa -, o que a torna perfeita para desacelerar, caminhar à beira do rio e provar a culinária regional. Peixes amazônicos como o tambaqui e o pirarucu são presença garantida, acompanhados de jambu, tucupi ou tacacá.
Crédito: DivulgaçãoPara planejar a visita, vale reforçar: a melhor época para quem busca as praias visíveis é agosto a dezembro, quando o nível dos rios está baixo e a areia branca se estende. Já quem prefere a experiência da floresta alagada, dos canais e do ecoturismo mais “selvagem” pode considerar o período de cheia.
Crédito: Richard N Horne/Wikimédia CommonsO acesso é relativamente fácil, pois Santarém possui um aeroporto internacional com voos regulares. A partir dele, são cerca de 30 a 40 minutos de carro até Alter do Chão.
Crédito: Reprodução de vídeo TV TapajósAlém disso, o ritmo cultural do Pará marca presença com manifestações como o carimbó e festivais tradicionais, que reforçam o sentimento de pertencimento e autenticidade da região.
Crédito: divulgação