Cientistas do Serviço Oceânico Nacional dos EUA (NOAA) oficializaram a descoberta de uma estrutura colossal nas Ilhas Maug, no Oceano Pacífico: o maior coral do gênero Porites de que se tem notícia.
Com aproximadamente 1.347 metros quadrados, o organismo foi comparado a uma "catedral submersa" devido à sua magnitude e complexidade arquitetônica — a base foi comparada a quatro ônibus escolares enfileirados.
Crédito: Divulgação/NOAA FisheriesEmbora já fosse conhecido pelos moradores das Ilhas Maug, no arquipélago das Ilhas Marianas, o coral nunca havia sido mensurado com precisão, principalmente devido às limitações de segurança.
Crédito: Wikimedia Commons/Mark ThorngrenA estrutura impressiona não apenas pela extensão — cerca de 31 metros no topo e 62 metros na base — mas também pela possível idade estimada em mais de dois mil anos.
Crédito: Divulgação/NOAA FisheriesComo colônias da espécie Porites rus não formam anéis de crescimento visíveis, os pesquisadores calcularam sua antiguidade com base na taxa média de expansão lateral, próxima de um centímetro por ano.
Crédito: Divulgação/NOAAAntes dessa descoberta, o maior exemplar conhecido do gênero Porites havia sido identificado em 2020 na Samoa Americana. A colônia localizada no arquipélago das Ilhas Marianas, porém, revelou dimensões cerca de 3,4 vezes superiores.
Crédito: ReproduçãoOutro aspecto que despertou interesse foi o local onde o coral se desenvolveu: a caldeira vulcânica de Maug, considerada pelos cientistas um verdadeiro laboratório natural na Terra.
Crédito: Domínio PúblicoA região conta com emissões submarinas de dióxido de carbono que tornam a água mais ácida, permitindo estudar como recifes e organismos marinhos reagem às mudanças climáticas.
Crédito: NASASituado no arquipélago das Marianas — conhecido por abrigar o ponto mais profundo do planeta —, o ecossistema de Maug oferece um contraste entre a saúde deste megacoral e zonas devastadas pelo excesso de CO₂, servindo como um campo de estudo crucial para a biologia marinha.
Crédito: ReproduçãoA descoberta reforça a ideia de que partes remotas do planeta ainda guardam patrimônios naturais pouco explorados pela ciência. Esse cenário ressalta a importância de manter a integridade de reservas marinhas, garantindo a sobrevivência de ecossistemas naturais que, uma vez degradados, são impossíveis de recuperar.
Crédito: ReproduçãoA espécie Porites rus é conhecida por formar estruturas densas e de crescimento bastante lento, o que torna o tamanho alcançado por essa colônia ainda mais impressionante do ponto de vista científico.
Crédito: Divulgação/NOAA FisheriesDe acordo com a NOAA, a enorme escala da formação nas Ilhas Maug exigiu adaptações nos métodos de medição, já que limitações de segurança durante os mergulhos impediram avaliações diretas convencionais.
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