Catherine O’Hara recebe prêmio póstumo no Actors Awards 2026

Catherine O’Hara recebeu, de forma póstuma, o prêmio de Melhor Atriz em Série de Comédia no Actors Awards 2026, antigo SAG Awards, realizado em 1º de março, por sua atuação em “O Estúdio”. O anúncio de seu nome foi seguido por uma ovação de pé e Seth Rogen, colega de elenco na série, subiu ao palco para aceitar o troféu em seu nome.

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Em seu discurso, ele destacou o talento excepcional da atriz e sua postura generosa no ambiente de trabalho, além de ressaltar que, mesmo consciente de sua própria capacidade, ela mantinha uma atitude humilde e colaborativa. Também afirmou que O’Hara teria se sentido honrada de receber o prêmio de seus colegas artistas, por quem tinha grande respeito.

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Rogen relembrou ainda que era comum que, na véspera das gravações, ela enviasse por e-mail sugestões detalhadas com versões reescritas das cenas em que atuaria. Segundo ele, essas contribuições aprimoravam não apenas sua personagem, mas também a qualidade geral da série.

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A homenagem ocorreu dois meses após sua morte, em 30 de janeiro, aos 71 anos. Catherine O’Hara morreu em Los Angeles, em decorrência de uma embolia pulmonar, condição desencadeada por complicações de um câncer retal que vinha tratando.

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Nascida em 4 de março de 1954, em Toronto, Ontário, ela foi uma atriz de comédia cujo talento lhe rendeu diversos papéis marcantes ao longo da carreira. O’Hara foi especialmente conhecida por seu trabalho nos dois filmes da franquia “Esqueceram de Mim”, pela sitcom “Schitt’s Creek” e por mocumentários como “Melhor do Show” e “Os Grandes Músicos”.

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Após concluir o ensino médio, conseguiu emprego como garçonete no clube de comédia improvisada “Second City Theatre”, em Toronto. Em pouco tempo, se tornou substituta de Gilda Radner e passou a integrar oficialmente a companhia após a saída da atriz, em 1974. Quando o grupo lançou o programa de esquetes humorísticas “SCTV”, em 1976, O’Hara fazia parte do elenco.

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Em 1981, quando o “SCTV” foi adquirido para exibição em horário noturno nos Estados Unidos, O’Hara, após um breve período no “Saturday Night Live”, retornou ao programa. Em 1982, ganhou um Emmy por suas contribuições como roteirista no “SCTV”, além de ter recebido outras quatro indicações pelo programa.

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Durante esse período, também participou de diversas comédias canadenses para a televisão e o cinema. Quando o “SCTV” chegou ao fim, em 1983, ela já era mais conhecida e passou a conquistar papéis mais expressivos em produções como “Depois de Horas”, de Martin Scorsese, e “A Difícil Arte de Amar”, de Mike Nichols.

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Em seguida, interpretou Delia no clássico “Os Fantasmas se Divertem”, de Tim Burton, em 1988. Com Alec Baldwin, Geena Davis, Winona Ryder e Michael Keaton no elenco, o filme conta a história de uma família excêntrica que se muda para uma casa assombrada pelo casal Barbara e Adam, que ficam presos lá após morrerem em um acidente. A família, então, decide recorrer a Beetlejuice, um espírito caótico, para expulsá-los.

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Após outras participações na televisão e no cinema, assumiu o papel pelo qual é mais conhecida: a mãe que acidentalmente deixa um dos filhos para trás na clássica comédia natalina “Esqueceram de Mim”, de 1990, protagonizada por Macaulay Culkin. Ela repetiu o papel na sequência “Esqueceram de Mim 2: Perdido em Nova York”, em 1992.

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Em 1996, iniciou uma das principais colaborações de sua carreira ao participar de “Esperando o Sr. Guffman”, de Christopher Guest, um mocumentário, filme que utiliza a linguagem e as técnicas de um documentário tradicional para apresentar histórias fictícias com um tom satírico, sobre um teatro comunitário de uma pequena cidade.

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Atuou também nos mocumentários dirigidos por Guest “O Melhor do Show”, de 2000, que satiriza exposições caninas, e “Os Grandes Músicos”, de 2003, no qual ela e Eugene Levy interpretam uma dupla envelhecida de música folk que teve um sucesso nos anos 1960.

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A canção “A Kiss at the End of the Rainbow” foi indicada ao Oscar, e O’Hara e Levy a apresentaram na cerimônia em 2004. Em “Por Trás das Câmeras”, de 2006, também dirigido por Guest, interpretou uma atriz envelhecida que espera receber um Oscar por sua atuação no filme fictício “Home for Purim”.

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Também realizou trabalhos de dublagem nos filmes animados “Os Sem-Floresta”, “A Casa Monstro”, “Irmão Urso 2”, “Frankenweenie”, “Onde Vivem os Monstros”, “Barbie em As 12 Bailarinas”, “O Estranho Mundo de Jack” e “Robô Selvagem”.

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Posteriormente, voltou a trabalhar com Eugene Levy na popular série de televisão “Schitt’s Creek”, exibida de 2015 a 2020, sobre uma família rica que perde sua fortuna e é forçada a viver na pequena cidade que dá nome à série. Por sua interpretação da ex-estrela de novela Moira Rose, conhecida por sua personalidade exagerada e sotaque peculiar, O’Hara ganhou um Emmy em 2020 e recebeu outras três indicações na categoria de Melhor Atriz em Série de Comédia.

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Em 2024, trabalhou novamente com Tim Burton no filme “Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice”, sequência do longa de 1988, que contou com o retorno de Michael Keaton e Winona Ryder. A trama acompanha três gerações da família Deetz quando precisam voltar para casa, em Winter River, após uma tragédia familiar.

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Em relação à vida pessoal, O’Hara conheceu Bo Welch, que trabalhava como designer de produção e também atuava como diretor de arte e diretor, durante as filmagens de “Os Fantasmas se Divertem”, em 1988. O casal se casou em 1992 e teve dois filhos, Matthew e Luke Welch.

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Durante a vida, O’Hara recebeu homenagens e prêmios que reconheciam seu trabalho. Por exemplo, ela foi nomeada Oficial da Ordem do Canadá em 2017 e recebeu o Prêmio do Governador-Geral pelo Conjunto da Obra Artística em 2020.

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